Bombeiros buscam por duas pessoas arrastadas por cabeça d’água em Minas

Pelo menos duas pessoas morreram e os bombeiros procuram por outras duas que estão desaparecidas

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Bombeiros buscam por duas pessoas arrastadas por cabeça d’água em Minas
1 de 1 Bombeiros buscam por duas pessoas arrastadas por cabeça d’água em Minas - Foto: CBM-MG

Permanecem desaparecidas duas pessoas que se acidentaram após uma cabeça d’água atingir um complexo de cachoeiras, entre São José da Barra e Capitólio (MG), na tarde de sábado (2/1). Duas pessoas foram arrastadas e morreram; cinco ficaram ilhadas.

Os bombeiros retomaram as buscas neste domingo (3/1). Um helicóptero tentou localizar as vítimas, mas não obteve sucesso até o fim da manhã, e retornou para Varginha (MG). A equipe de mergulhadores também está no local.

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Bombeiros procuram, a princípio, duas vítimas mortas, que provavelmente estão submersas no complexo de cachoeiras.

Temporada

Os meses de dezembro e janeiro são os menos indicados para conhecer cachoeiras. Neste período, a temporada de chuvas, em algumas regiões, está no auge.

Como há grande variação de temperatura nesta época do ano, o calor pode encorajar os turistas a desafiarem os riscos associados à cheia. Contudo, a recomendação é não fazer o passeio quando a meteorologia indicar a possibilidade de chuva, mesmo que, aparentemente, o tempo esteja “limpo”.

“Os rios têm grande extensão, muitas vezes está chovendo na cabeceira e não percebemos no local onde estamos. Isso não significa que uma tromba d’água não possa surpreender”, justifica o capitão do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), Wilson Souza Mendes.

Dicas

O profissional reforça algumas dicas que podem servir de alerta quando o tempo muda durante o passeio. “Quando houver nuvens carregadas em uma posição isolada no céu, observe se a água está vindo desta direção. Isso pode indicar que, em caso de chuva, o local também possa ser atingido”, avisa.

“Além disso, é preciso observar a natureza. Com o mau tempo, o vento fica mais intenso, os animais estarão agitados e a cor da água pode mudar. Se isso ocorrer, saia do banho imediatamente e cancele o passeio. Procure um lugar alto para, se necessário, esperar o tempo melhorar para voltar ao ponto de origem”, continua.

Segundo Wilson, a força e o volume da tromba d’água não devem ser as únicas preocupações de quem visita locais de cachoeira nesta época do ano. “A chuva vem arrastando pedras, galhos e pedaços de madeira, a pessoa pode sofrer uma pancada, ficar inconsciente”, completa.

Também é preciso estar atento a riscos de deslizamentos de terra e a mudanças no terreno. “Escolher um calçado ideal para a trilha é importante para evitar vários acidentes”, pontua o especialista.

Mendes, que já trabalhou em diversos resgates, também recomenda que o programa seja feito na companhia de pelo menos mais uma pessoa, de preferência um guia credenciado.

“Nossa experiência demonstra que o socorro em acidentes nessas regiões é mais eficaz quando a vítima está acompanhada e tem alguém para acionar o socorro. Outra dica importante é sempre avisar as pessoas sobre os locais que está indo, incluindo os responsáveis pela pousada e pelo camping. Assim, eles poderão acionar as forças de segurança quando o tempo do passeio ficar longo demais.”

Segurança

Na água

  • Em água rasa ou desconhecida, sempre entre primeiro tateando com os pés
  • Nunca mergulhe de cabeça
  • Evite ingerir bebida alcoólica ou outras drogas
  • Aprenda sobre emergências aquáticas (como prevenir e reagir)
  • Cuidado com o limo e o barro liso
  • Em lugares de serra, fique atento a cabeças d’água
  • Ao primeiro sinal de presença de galhos, mudança repentina de cor da água e aumento súbito na vazão do nível do rio, saia imediatamente da água e da margem do rio
  • Se você cair no rio, não lute contra a correnteza, guarde suas forças, flutue e acene por socorro
  • Não tente entrar na água para salvar alguém. Chame socorro no 193, jogue algum material flutuante e aguarde profissionais
  • Se você socorrer alguém, jogue uma corda na água com algum objeto flutuante na ponta, amarre a outra extremidade, se possível, e a mantenha firme após a vítima segurá-la

Fonte: Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático

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