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Brasil

Bolsonaro pediu que Bebianno processasse Carlos e prometeu cargo. Veja

Áudios feitos pelo ex-ministro e divulgados por André Marinho mostram promessas do presidente ainda na época da campanha, em 2018

18/02/2021 16:58, atualizado 18/02/2021 18:55
Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
Bolsonaro pediu que Bebianno processasse Carlos e prometeu cargo. Veja

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu ao ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno, morto em 14 de março do ano passado vítima de um infarto, que processasse seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), prometendo em troca o Ministério da Justiça.

As revelações foram feitas por Bebianno em vídeo divulgado por André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho, que foi articulador da campanha presidencial de Bolsonaro. Segundo Marinho, que falou do assunto em um podcast (veja abaixo), o material foi gravado seis dias antes da morte de Bebianno.

“Me lembro de outra conversa [com o então candidato à Presidência eleito em 2018]. Nesse dia, estávamos eu, ele [Jair Bolsonaro] e os deputados Julian Lemos, da Paraíba, que foi uma das pessoas que mais ajudou o Jair a chegar lá [no Planalto] – ele coordenou a campanha em todo o Nordeste. Estávamos nós três aqui”, diz Bebianno na gravação.

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Gustavo Bebianno foi demitido por Jair Bolsonaro do governo menos de dois meses após assumir o cargo
Gustavo Bebianno
Gustavo Bebianno morreu em 2020 de infarto em seu sítio na cidade de Teresópolis (RJ)
Gustavo Bebianno foi a primeira baixa no governo Bolsonaro, em fevereiro de 2019
Gustavo Bebianno dizia ter um material guardado no exterior
Homem forte da campanha de Bolsonaro à Presidência em 2018, Gustavo Bebianno foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência por pouco mais de um mês, no início de 2019. Ele deixou o governo após desentendimentos com Carlos Bolsonaro. Em março de 2020, faleceu em decorrência de um infarto.
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Homem forte da campanha de Bolsonaro à Presidência em 2018, Gustavo Bebianno foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência por pouco mais de um mês, no início de 2019. Ele deixou o governo após desentendimentos com Carlos Bolsonaro. Em março de 2020, faleceu em decorrência de um infarto.

José Cruz/Agência Brasil
Gustavo Bebianno foi demitido por Jair Bolsonaro do governo menos de dois meses após assumir o cargo
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Gustavo Bebianno foi demitido por Jair Bolsonaro do governo menos de dois meses após assumir o cargo

Instagram/ Reprodução
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Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
Gustavo Bebianno morreu em 2020 de infarto em seu sítio na cidade de Teresópolis (RJ)
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Gustavo Bebianno morreu em 2020 de infarto em seu sítio na cidade de Teresópolis (RJ)

Rafael Carvalho/Governo de transição
Gustavo Bebianno foi a primeira baixa no governo Bolsonaro, em fevereiro de 2019
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Gustavo Bebianno foi a primeira baixa no governo Bolsonaro, em fevereiro de 2019

Reprodução/Facebook
Gustavo Bebianno dizia ter um material guardado no exterior
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Gustavo Bebianno dizia ter um material guardado no exterior

Fernando Frazão/Agência Brasil

“Num dia anterior, o Carlos [Bolsonaro] tinha irritado muito a todos nós por conta de ataques infundados, gratuitos, que ele tinha feito nas redes sociais em relação a uma série de pessoas, inclusive da equipe de comunicação, que trabalhavam muito aqui para que o projeto fosse bem-sucedido”, narra o ex-ministro, que à época era um dos homens fortes da campanha presidencial.

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“E o Carlos disparou a metralhadora giratória por conta de ciumeira. Nesse dia, o Jair virou pra mim e falou assim: ‘Gustavo, processa ele! Processa ele!’ E eu disse: ‘Capitão, os seus filhos, não’. E ele disse: “Mas o moleque tem que aprender. Está na hora de ele aprender’.”

Bebianno segue: “Talvez tivesse sido um acerto ter seguido a orientação dele, processado o Carlos. Talvez, se ele tivesse tomado um susto, amadurecesse um pouco, porque ele não tem a mínima ideia do mal que ele faz às pessoas”.

Já em uma outra conversa, Bebianno afirma que, durante a campanha presidencial, Bolsonaro prometeu a ele o Ministério da Justiça.

“Ele virou e falou: ‘Gustavo, você está isso aqui pra se tornar o próximo ministro da Justiça. Só que você precisa alongar o seu pavio. Você tem um pavio muito curto, e no mundo político tem que ter muita tolerância. Não pode pisar no calo de um deputado federal, senador, porque um movimento errado desses pode abrir uma crise com final imprevisível para o governo. Eu confio em você’.”

Veja na íntegra: