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Bolsonaro fala em "lawfare" para afastar aliados e ele das eleições

Ex-presidente diz que prática de "lawfare" pretende tirá-lo do páreo em 2026, por "intermédio de ineligibilidades ou condenações absurdas"

Deivid Souza25/06/2025 22:02, atualizado 25/06/2025 23:10
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista jair bolsonaro - Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (25/6), que ele e aliados são vítimas de “lawfare”. A palavra diz respeito à prática de ativismo judicial, ou seja, abusos no entendimento e na aplicação da legislação para prejudicar determinada pessoa ou grupo. A afirmação de Bolsonaro foi feita durante entrevista concedida à rádio Auri Verde, situada em Bauru (SP).

“As pesquistas estão dando eu mais competitivo e derrotando o Lula por ocasião das eleições, depois vem os outros nomes ali para baixo. Então, tirar gente do páreo por intermédio de ineligibilidades ou condenações absurdas, isso é conhecido como ‘lawfare’, ou seja, o ativismo judicial”, afirmou o ex-presidente.

Embora inelegível até 2030, a afirmação de que venceria Lula em uma possível disputa eleitoral feita por Bolsonaro se baseia em levantamentos, como o do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nessa terça-feira (24/6). Ao serem perguntados se as eleições para presidente do Brasil fossem hoje, 19,5% dos eleitores escolheriam o ex-presidente Bolsonaro, contra 18,8% que prefeririam a permanência de Lula no poder.

Bolsonaro fala em “lawfare” para afastar aliados e ele das eleições - destaque galeria
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Jair Bolsonaro na Feira do Agronegócio Agrovem, em Goiânia
Na manhã desta sexta-feira (20/6), Bolsonaro deixou agenda em frigorífico de Goiânia, após participação de 20 minutos, por se sentir mal
Bolsonaro em evento em frigorífico de Goiânia
Bolsonaro em feira de agronegócios em Goiânia
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jair Bolsonaro na Feira do Agronegócio Agrovem, em Goiânia
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Jair Bolsonaro na Feira do Agronegócio Agrovem, em Goiânia

Elisama Ximenes/especial para o Metrópoles
Na manhã desta sexta-feira (20/6), Bolsonaro deixou agenda em frigorífico de Goiânia, após participação de 20 minutos, por se sentir mal
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Na manhã desta sexta-feira (20/6), Bolsonaro deixou agenda em frigorífico de Goiânia, após participação de 20 minutos, por se sentir mal

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Bolsonaro em evento em frigorífico de Goiânia
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Perseguição a aliados

Na entrevista, Bolsonaro sustentou que o suposto “lawfare” seria praticado também contra aliados dele que fossem candidatos bem posicionados para ocupar uma das 54 vagas a serem abertas no Senado Federal na próxima eleição. O ex-presidente ainda disse, sem fundamentação em provas, que a prática teria sido exercida em outros países.

“Aconteceu na França , Marie Lepen (líder da extrema direita) está inelegível, acho que por 5 anos, na Romênia é a mesma coisa. Nos Estados Unidos, quase conseguiram quase conseguiram tirar o (Donald) Trump (da disputa) e comigo aqui no Brasil, e não é só comigo. Outras pessoas também, como por exemplo o Eduardo Bolsonaro, talvez ele tenha dificuldade”, afirmou.

Ainda na entrevista, Bolsonaro disse ter interesse em aumentar a influência dele tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Ele acredita ser possível que sejam eleitos cerca de 130 deputados federais com os quais ele teria mais trânsito e, no Senado, 40 senadores. Ao todo, Bolsonaro calcula que poderá ter ascendência sobre um grupo de 56 senadores, contando parte dos que estarão com mandato vigente para mais quatro anos, mesmo após o próximo pleito.

“Se nós quisermos mudar o destino do Brasil, temos que falar em política e você sabe que eu tenho falado muito por aí: ‘me dê 50% da Câmara, 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil’ “, prometeu.

Bolsonaro responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles, o que trata da suposta trama golpista para mantê-lo no poder após ter perdido as eleições para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele nega a existência do golpe descrito nas investigações da Polícia Federal (PF).

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