Bolsonaro diz que vai declarar dólares apreendidos no IR de 2026; veja
Agentes da PF apreenderam R$ 7 mil e US$ 14 mil em espécie na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília (DF)
atualizado
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve uma grande quantia de dinheiro em espécie apreendida em operação da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira (18/7). Ele afirmou que vai declarar o montante no Imposto de Renda de 2026.
Conforme publicado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, a contagem inicial indica a apreensão de aproximadamente US$ 14 mil. A jornalistas, Bolsonaro informou que outros R$ 7 mil em espécie foram retidos pela PF.
Veja imagens da operação:
Bolsonaro afirmou que “sempre” guardou dólar em casa. “Todo dólar pego lá tem o recibo do Banco do Brasil. O dólar em casa está com recibo no Brasil. Declaro no ano que vem no Imposto de Renda”, disse o ex-presidente.
Ele ressaltou que todo o montante apreendido tem a origem identificada.
Operação da PF contra Bolsonaro
A Polícia Federal cumpre dois mandados de busca e apreensão contra endereços ligados a Bolsonaro. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso da trama golpista no STF.
Os agentes da PF deflagraram a operação na casa do ex-presidente, no Jardim Botânico, região administrativa do Distrito Federal, e no escritório dele, na sede do Partido Liberal, localizada no centro de Brasília (DF).
Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Moraes determinou a proibição de Jair Bolsonaro se comunicar com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado licenciado – ele está nos Estados Unidos.
Confira as medidas cautelares impostas contra Bolsonaro:
- recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta e em tempo integral nos fins de semana e feriado;
- monitoramento com tornozeleira eletrônica;
- proibido de manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e de se aproximar de embaixadas e consulados.
“A situação descrita revela necessidade urgente e indeclinável, apta para justificar a imposição de novas medidas cautelares que possam assegurar a aplicação da lei penal e evitar a fuga do réu”, argumentou o ministro.














