Preso, Bolsonaro não pode participar dos atos do 7 de setembro

A última vez que Bolsonaro não participou das festividades do 7 de setembro foi em 2023, quando houve boicote da direita às comemorações

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o ex-presidente Bolsonaro no jardim de casa - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Em prisão domiciliar há mais de um mês, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estará impedido de participar dos atos de 7 de setembro deste ano. Desde que ascendeu ao topo da política brasileira, esta será a segunda vez que ele não estará em nenhuma manifestação nas comemorações da independência.

Neste ano, o pastor Silas Malafaia organiza uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, sem Bolsonaro no páreo, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro deve ser a “grande estrela” do ato bolsonarista.

A última vez que o ex-mandatário não participou de atos no feriado nacional foi em 2023, quando os bolsonaristas fizeram uma campanha de boicote às festividades do 7 de setembro. À época, apoiadores do ex-presidente orientaram para que os “verdadeiros brasileiros” ficassem em casa. Isso, porque seria o primeiro 7 de setembro após a derrota de Bolsonaro nas urnas, em 2022.

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O ex-presidente Bolsonaro no jardim de casa
Do ferro na tornozeleira à prisão definitiva: a semana de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
Bolsonaro na varanda de casa
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
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O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

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Bolsonaro na varanda de casa
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Bolsonaro na varanda de casa

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

 


Prisão domiciliar

  • A determinação da ordem de prisão domiciliar de Bolsonaro, em 4 de agosto, foi precedida pela obrigatoriedade de uso de tornozeleira e restrição dos horários para sair de casa, desde 18 de julho.
  • Um dia antes da detenção, Bolsonaro participou, por meio de uma chamada de vídeo, com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de um ato bolsonarista.
  • A participação de Bolsonaro na manifestação acabou divulgada nas redes sociais por seus filhos, os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que posteriormente apagaram a publicação.
  • Segundo Moraes, Bolsonaro desrespeitou deliberadamente medidas cautelares impostas anteriormente, como a proibição do uso de redes sociais, mesmo por terceiros.

Em 2024, Bolsonaro passou o 7 de setembro em uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, o ex-presidente aproveitou o ato para fazer novos ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ditador”. Bolsonaro afirmou que Moraes “faz mais mal ao Brasil que o próprio Luiz Inácio Lula da Silva”.

Em vários momentos do discurso, o ex-presidente atacou Moraes, a quem acusou de conduzir de “forma parcial” as eleições de 2022.

Bolsonaro inelegível

Em 31 de outubro de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Bolsonaro por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, realizadas no 7 de setembro de 2022. Com a decisão, foi declarada a inelegibilidade de ambos por oito anos, contados a partir do pleito de 2022.

Julgamento no STF

Nesta terça-feira (9/9), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomará o julgamento que analisa a denúncia que atrela uma suposta trama golpista a Bolsonaro e outros sete réus. Confira o que rolou até agora no rito:

  1. O julgamento começou com o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin abrindo a sessão.
  2. Depois o ministro relator, Alexandre de Moraes, leu o relatório do caso, uma espécie de “resumão” da Ação Penal 2668.
  3. Na sequência, foi momento do procurador-geral, Paulo Gonet, sustentar a acusação da Procuradoria-Geral da República. A PGR pediu a condenação de Bolsonaro e aliados.
  4. Ainda no primeira dia de sessão, houve parte das sustentações orais dos advogados de defesa. Essa etapa foi encerrada no dia seguinte.
  5. Agora, na terça (9/9), o julgamento retorna já com os votos dos ministros. O primeiro a votar será Alexandre de Moraes.

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