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Brasil

Bióloga de GO pede ajuda no combate a fogo em parque com cavernas: “Desesperador”

Bombeiros e brigadistas atuam na região há nove dias. Cerca de 15% do parque estadual foi destruído. Moradora chora ao relatar a destruição

23/09/2021 15:44
Divulgação/CBMGO
goias incendio terra ronca

Goiânia – A empresária e bióloga Julia Chaves se emocionou nessa quarta-feira (22/9) ao descrever o incêndio que está consumindo o Parque Estadual Terra Ronca, em São Domingos, região nordeste de Goiás. Ela, que também é guia turística na cidade, gravou um vídeo pedindo ajuda para a região: “Desesperador!”

O parque é famoso por possuir um dos maiores complexos de cavernas das Américas. O Corpo de Bombeiros estima que cerca de 15% da área total da unidade de conservação já foi queimada, o que equivale a nove mil campos de futebol. Há fortes indícios de incêndio criminoso, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado. Júlia defende que há necessidade de mais brigadistas para combater o fogo.

Veja imagens do fogo na região:

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Queimada em veredas é parte preocupante, pois protegem as nascentes
Fogo consumiu 19% do Parque Estadual Terra Ronca
Área queimada em Terra Ronca equivale a 11 mil campos de futebol
Bióloga de GO pede ajuda no combate a fogo em parque com cavernas: “Desesperador” - imagem 5
Parque Terra Ronca é conhecido pelas centenas de grutas e cavernas e de gestão estadual
Bombeiros se concentram em veredas e tentam evitar que fogo atravesse rodovia
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Bombeiros se concentram em veredas e tentam evitar que fogo atravesse rodovia

Corpo de Bombeiros
Queimada em veredas é parte preocupante, pois protegem as nascentes
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Queimada em veredas é parte preocupante, pois protegem as nascentes

Reprodução
Fogo consumiu 19% do Parque Estadual Terra Ronca
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Fogo consumiu 19% do Parque Estadual Terra Ronca

Divulgação/CBMGO
Área queimada em Terra Ronca equivale a 11 mil campos de futebol
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Área queimada em Terra Ronca equivale a 11 mil campos de futebol

Divulgação/CBMGO
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Parque Terra Ronca é conhecido pelas centenas de grutas e cavernas e de gestão estadual
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Parque Terra Ronca é conhecido pelas centenas de grutas e cavernas e de gestão estadual

CBMGO
“É desesperador a gente ver uma unidade de conservação desse tamanho queimar tudo. São muitas coisas em jogo. São nascentes, animais, pessoas, que estão na linha de frente”, declarou a bióloga emocionada.

Um grupo de cerca de 30 bombeiros e brigadistas atuam na região há nove dias. Eles monitoram para que as chamas não ultrapassem a rodovia GO-108. O fogo que estava na parte de veredas está indo na direção do centro do parque, segundo o Corpo de Bombeiros.

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Além do Parque Estadual, o incêndio também atinge a Reserva Extrativista (Resex) Serra das Araras. Em vídeo publicado na página do Instagram, a bióloga pede ajuda para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela Resex.

Crime

A secretária de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, disse em vídeo nas redes sociais que há fortes indícios do incêndio ser criminoso. Ela admitiu que não foi possível reforçar a equipe de combate, que já está em ação, porque há vários focos de incêndio em todo o estado.

“Todo ano queima, mas eu nunca tinha visto daquela maneira. Um dos brigadistas chegou a me falar que lugares que já tinham apagado o fogo, alguém foi lá e colocou de novo”, denunciou Julia Chaves ao Metrópoles.

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No vídeo gravado na quarta, ela lembrou que a unidade de conservação é rodeada de propriedades rurais e que seus donos têm interesse em expandir as terras.

Nascentes em risco

A bióloga Julia Chaves diz que sua maior preocupação são as áreas de vegetação do tipo vereda, que são importantes para proteger as nascentes e têm menor poder de regeneração. “Às vezes nem regenera. A tendência é virar duna.”

Moradores da região estão ajudando os brigadistas com hospedagem e alimentação. A maior preocupação tem sido a quantidade de pessoas atuando no combate. Brigadistas voluntários já atuam em outras áreas com incêndio, como a Chapada dos Veadeiros, que também enfrenta um incêndio há vários dias.

O Metrópoles entrou em contato com o ICMBio e não recebeu retorno até a publicação desta matéria. Seis brigadistas do instituto foram enviados para o combate.