
Bancada do agro declara apoio a Flávio Bolsonaro ainda no 1º turno
FPA apoiou Jair Bolsonaro no 2º turno de 2022 e agora se antecipa apesar da candidatura de Caiado (PSD), historicamente ligado ao agro

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso, conhecida como bancada do agronegócio, declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.
O anúncio, feito às vésperas do primeiro turno, antecipa uma definição que a própria bancada costumava deixar para uma eventual segunda etapa da eleição.
Em nota à imprensa, a FPA afirmou que a decisão reflete a “convergência das diretrizes do plano de governo do candidato com as prioridades, necessidades e demandas urgentes do setor”.
A bancada acrescentou acreditar que, a partir de 2027, será possível alcançar no Congresso “soluções que tragam um novo ambiente econômico de estabilidade, previsibilidade e prosperidade”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA frente é presidida pelo deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), reconduzido ao comando da bancada até fevereiro de 2027.
Meses antes da eleição, Lupion havia afirmado que a FPA tinha como tradição evitar uma definição no primeiro turno e, em geral, apoiar na segunda etapa “o candidato de direita que sobrou”.
Na ocasião, disse ainda que a maior parte da bancada estaria com a direita.
Bancada apoiou Bolsonaro em 2022
Em 2022, a FPA declarou formalmente apoio à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
A direita, entretanto, está na corrida presidencial com um candidato diretamente identificado com o setor.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é produtor rural, presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) e construiu parte de sua trajetória política em pautas do agronegócio.
Durante a campanha, o próprio Caiado tentou se apresentar como o representante mais próximo do setor e chegou a se definir como “agro raiz”, em contraposição a Flávio, a quem chamou de “sabor agro”.
Caso Caiado não chegue ao segundo turno, o posicionamento tomado pela bancada ruralista pressiona um apoio do candidato a Flávio.
O próprio presidente da FPA havia dito, antes das convenções, que Caiado era “um amigo pessoal” e uma figura admirada pela bancada, mas que a definição dependeria da conjuntura eleitoral e da competitividade das candidaturas.



