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Brasil

Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (3/7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic)

03/07/2026 15:39, atualizado 03/07/2026 16:04
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APPA/Divulgação
Porto brasileiro com conteiners

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,6 bilhões em junho. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic) nesta sexta-feira (3/7).

Houve um aumento de 66,6% em relação ao mesmo período de 2025, que registrou saldo positivo de US$ 5,9 bilhões.

Em relação às importações, houve aumento de 14,4% na comparação com o mesmo período de 2025, com US$ 26,5 bilhões em junho de 2026, frente aos US$ 23,2 bilhões no ano anterior.

Já sobre as exportações o aumento foi de 24,9%, chegando a US$ 36,3 bilhões em 2026, ante os US$ 29 bilhões no mesmo período do ano passado.

A corrente de comércio, soma das importações e exportações, alcançou US$ 62,8 bilhões em junho, aumento de 20,3% com relação a 2025 (US$ 52,2 bilhões). O montante é o maior para um mês na série histórica.

Exportações para os Estados Unidos

As exportações para os Estados Unidos avançaram 3,7% entre maio e junho. Os países vivem em um momento de tensão desde o tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente americano, Donald Trump.

Após negociação entre os países, alguns produtos tiveram a isenção das tarifas, mas as embarcações ainda são afetadas. Agora, os EUA ameaçam uma nova taxação de 25%.

Além disso, também houve aumentos nas exportações para a Ásia (29,9%), Europa (43,9%). Houve reduções para Mercosul (-4,7%) e Argentina (-18,1%).

Destaques das exportações em junho:

  • Agropecuária: US$ 8,1 bilhões (+18%);
  • Indústria Extrativa : US$ 9,9 bilhões (+58,4%);
  • Indústria de transformação: US$ 18 bilhões (14,7%).

Exportação por localidades em junho:

  • Ásia: US$ 17,4 bilhões (+29,9%);
  • América do Norte: US$ 4,9 bilhões (+8,5%);
  • América do Sul: US$ 3,9 bilhões (+7%);
  • Europa: US$ 6,4 bilhões (43,9%).

Diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos do MDic, Herlon Alves Brandão, explicou à imprensa que há relatos de que o acordo de livre comércio com a União Europeia esteja abrindo novas oportunidades para negócios, mas que insto ainda não é mensurável.

“No agregado, o fluxo é bastante grande. É esperado que os importadores da União Europeia, que são os vão se beneficiar do acordo, vão aderindo gradualmente. (…) Temos de esperar mais um pouco para fazer um levantamento”, destacou.

Destaques das importações em junho:

  • Bens de capital: US$ 3,5 bilhões (+5,7%);
  • Bens intermediários: US$ 15,1 bilhões (+10,9%);
  • Bens de consumo: US$ 5,7 bilhões (34%);
  • Combustíveis: US$ 2,2 bilhões (11,6%).

Importações por localidades em junho:

Ásia: US$ 11,1 bilhões (+25,2%);
América do Norte: US$ 4,6 bilhões (-2,9%);
América do Sul: US$ 2,7 bilhões (+17,8%);
Europa: US$ 6,3 bilhões (+12%).

Balanço semestral

De janeiro a junho, o saldo da balança comercial cresceu 40,3% e alcançou R$ 42,2 bilhões ante R$ 30,2 bilhões do mesmo período de 2025. As exportações cresceram 11,5% e as importações 5,1%.

A indústria extrativa foi a que mais avançou, com 24,2% e valor de R$ 46,4 bilhões.

Em atualização.