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Bacabal: comissão propõe apoio logístico; federalização é opção remota

Apesar das buscas intensas, as crianças estão há mais de dois meses desaparecidas. Comissão propõe apoio logístico e audiência em Bacabal

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Imagem colorida, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4- Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal (MA); de Elisa Ladeira, de 2, na ilha do Marajó (PA); e de Edson Silva, de 6, no Rio de Janeiro (RJ), mobilizou uma reunião para investigar e localizar crianças sumidas no Brasil.

Durante a audiência, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal priorizou o apoio logístico a Bacabal para encontrar os irmãos e avaliou a federalização do caso como opção remota.

Após dois meses, os órgãos de segurança do Maranhão seguem sem uma resposta sobre o paradeiro dos irmãos Ágatha e Allan, mesmo com as buscas intensivas de bombeiros, policiais e voluntários.

O evento, que ocorreu na segunda-feira (2/3) e permanece sendo discutido pela CDH, alinhou instrumentos nacionais de prevenção, investigação e localização para reduzir o desaparecimento de crianças em território nacional.

Durante o debate, a senadora Damares (Republicanos) informou que solicitará novamente uma federalização do caso nos desaparecimentos de Elisa, em Marajó, e Edson, no RJ, porque há indícios fortes sobre hipóteses de tráfico humano e, quando o crime cruza a fronteira, a competência passa a ser da Polícia Federal (PF).

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Crianças desaparecidas em Bacabal
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
Anderson Kauan retornou à comunidade e é a única criança encontrada
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal
Crianças desaparecidas em Bacabal
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Anderson Kauan retornou à comunidade e é a única criança encontrada
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Anderson Kauan retornou à comunidade e é a única criança encontrada

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“A Comissão de Direitos Humanos já esteve em Marajó só por causa dessa menina [Elisa]. E estamos pedindo a federalização deste caso. Na verdade, os casos de Elisa e do menino Davi, nós estamos pedindo a federalização”, afirmou Damares. “Pedimos uma atenção especial ao caso de Elisa, porque está comprovado que tem pessoas que compram crianças em Marajó.”

Em contrapartida, a possibilidade de federalizar o caso dos sumiços em Bacabal não foi citada durante a reunião, porque a investigação da polícia ainda trabalha com a hipótese das crianças estarem perdidas na mata ou em área rural próxima, com possibilidade remota de sequestro.

Apoio logístico e audiência para intensificar buscas em Bacabal

Na audiência, os debatedores analisaram que, em Bacabal, o trabalho das forças de segurança locais serve como modelo interinstitucional para o Brasil, ou seja, não houve ineficácia do Estado.

Em vez de intervenção federal no Maranhão, a CDH propôs o fortalecimento do apoio técnico e logístico, como viaturas 4×4, drones e o suporte de cães farejadores de outros estados.

A senadora Damares ainda afirmou que ocorrerá uma audiência pública em Bacabal para mobilizar a população novamente, com o propósito de encontrar Ágatha e Allan.

“A comissão aprovou uma diligência para os senadores irem a Bacabau. Vamos conversar com o secretário de Segurança. A comissão fará lá uma audiência pública, que será transmitida, com as famílias de Bacabal, para engrandecer essa cooperação das famílias na busca das crianças”, adiantou a parlamentar.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, comunicou que as forças de segurança continuam mobilizadas nas buscas pelas crianças, no entanto, em menor efetivo.

As equipes atuam nas buscas com meios terrestres, aquáticos e aéreos em busca de um paradeiro de Ágatha e Allan.

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