Avô de crianças mortas pelo pai em Goiás se manifesta: “Dor imensa”

Prefeito de Itumbiara (GO) se manifestou pela primeira vez sobre o assassinato dos netos e agradeceu o “apoio, carinho e solidariedade”

atualizado

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1 de 1 irmaos-mortos-itumbiara - Foto: Reprodução/ @dionedafamoveis

O prefeito de Itumbiara (GO), Dione Araújo (União Brasil), se pronunciou neste sábado (21/2) sobre a morte dos netos Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, que foram baleados pelo pai, que era o secretário de Governo da cidade, Thales Machado. Dione agradeceu o “apoio, carinho e solidariedade” da população e declarou que a família vive um momento de “dor imensa”.

“Quero agradecer, de coração, por cada mensagem, cada abraço, cada palavra de apoio, carinho e solidariedade que nossa família recebeu neste momento de dor tão imensa, de recolhimento e reflexão”, disse o avô em sua primeira manifestação sobre o assunto.

“Nada é capaz de diminuir a saudade dos nossos pequenos. A ausência é irreparável e a saudade inesquecível. Mas todo o amor que tem chegado até nós tem sido um abraço na alma, uma força a mais para continuar seguindo… um dia de cada vez”, completou o prefeito.

Segundo Dione, a família tem se amparado na fé para “atravessar esse momento tão difícil”.

Duplo homicídio

Miguel e Benício foram baleados na madrugada do dia 12 de fevereiro, no condomínio onde morava. Na sequência, o pai, de 40 anos, tirou a própria vida. Thales era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, e foi casado por cerca de 15 anos com a mãe das crianças, que estava viajando no momento do crime.

Segundo a polícia, Thales atirou contra os dois filhos e, em seguida, se matou. O filho mais velho, Miguel, morreu no mesmo dia que o pai, minutos depois de dar entrada em uma unidade de saúde. Já Benício foi internado em um hospital, chegou a passar por cirurgia, mas morreu dois dias depois do crime.

O crime foi descoberto após a publicação de uma carta nas redes sociais em tom de despedida feita pelo próprio secretário, e que foi apagada posteriormente. Nela, ele dizia estar passando por dificuldades no casamento e pediu desculpas à família e aos amigos. Thales disse ter sido traído pela esposa e falou com respeito sobre o sogro. Explicou ainda que agiu em um momento que considerou como “o limite do improvável”.

A Polícia Civil informou que o caso é tratado como duplo homicídio, seguido de autoextermínio por parte do autor. Segundo a polícia, não há suspeita do envolvimento de outras pessoas no crime.

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