Autoridades se reúnem em Belém para debater políticas e economia verde

Em clima pré-COP30, o Fórum Esfera Internacional reúne ministros, governadores e agências para debaterem politicas verdes em Belém

atualizado

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O Theatro da Paz, em Belém, se tornará o centro de uma “sala de controle” ampliada, nesta sexta-feira (10/10), para discutir a governança ambiental e a aplicação de políticas públicas no Brasil. O Fórum Esfera Internacional reuniu um time de peso, incluindo quatro ministros de Estado, três governadores de estados amazônicos e diretores de agências reguladoras, para debater a efetividade dos mecanismos de combate ao desmatamento e o futuro da transição energética.

A escolha de Belém, capital do Pará, reforça a necessidade de articular políticas nacionais com a realidade da Amazônia, região que concentra 75% do desmatamento acumulado no país.

Acompanhe o evento:

Convergência dos Três Poderes e políticas verdes

O Fórum Esfera em Belém destaca-se também pela sua capacidade de reunir a pluralidade institucional necessária para abordar a complexa agenda ambiental. O encontro congrega representantes dos Três Poderes, de governos estaduais e de agências reguladoras, sublinhando que a sustentabilidade exige uma resposta coordenada de Estado.

Por parte do Executivo, estarão presentes os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Celso Sabino (Turismo) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União). O debate ganha ainda perspectiva regional com os governadores Helder Barbalho (PA), Mauro Mendes (MT) e Clécio Luís (AP), todos de estados cruciais no Arco do Desmatamento.

A dimensão da fiscalização e segurança pública, essencial para o combate a crimes ambientais, é representada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O painel de maior peso institucional será dedicado ao papel das agências reguladoras (ANA, ANAC, ANTT, ANTAQ e ANEEL), que detêm a chave para operacionalizar a transição energética e garantir a infraestrutura verde no país.

Lideranças da sociedade civil e do setor produtivo, como Preto Zezé (CUFA), Rachel Maia (Vale) e Vander Maia (CNT), completam a mesa, garantindo que as propostas políticas considerem os impactos sociais e econômicos.

Segundo Camila Funaro Camargo Dantas, CEO da Esfera Brasil, o Fórum reunirá ministros, governadores e líderes de agências reguladoras, para reforçar a transversalidade da agenda verde.

“Sem consensos não se faz política. Mais que cumprir metas internacionais, a agenda verde é estratégica para garantir o futuro do país. Para que qualquer projeto avance, é fundamental alinhar geradores de emprego e renda com os agentes formuladores de políticas públicas”, ressaltou.

Ela destacou que a Esfera Brasil atua como ponte entre sociedade civil e autoridades dos Três Poderes, promovendo ambientes de diálogo técnico e despolarizado que transformam debates especializados em políticas de Estado concretas.

Estudo Esfera

O debate técnico do Fórum é sustentado pelo estudo inédito do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, que confirma o papel essencial da qualidade da governança na preservação e será lançado durante o evento. A pesquisa aponta que instrumentos como o PPCDAm, a Lei de Crimes Ambientais e o fortalecimento do Ibama e ICMBio foram decisivos nas últimas décadas.

O diretor acadêmico do Instituto Esfera, Fernando Meneguin, afirma que o estudo deve ser o ponto de partida das discussões.

“O estudo mapeia as várias dimensões que explicam o desmatamento, analisando o impacto de variáveis socioeconômicas, institucionais e políticas. Explicitar essas variáveis e como elas impactam o aumento ou a redução do desmatamento permite que os governos saibam corretamente como direcionar as políticas públicas.”

O levantamento atribui a queda de 25,8% nas áreas desmatadas no Arco do Desmatamento em 2024 à retomada de políticas ambientais a partir de 2023.

Meneguin também reforça o desafio do “trilema da sustentabilidade regional” — conciliar economia, social e ambiental. Ele defende que, se no passado a dimensão econômica ganhou mais destaque, hoje é fundamental promover os três pilares juntos. A chave, segundo ele, é criar cadeias de negócio sustentáveis que gerem “valores agregados relevantes para os bens ambientais”.

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