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Brasil

Áudio: "Pode ser hipertensão, asma, diabetes", sugere médico ao fraudar laudo

Sérgio Mendes Izidoro e Augusto Guedes de Carvalho Filho foram presos na quinta-feira (27/5), no Rio, acusados de adulterarem laudos médicos

28/05/2021 04:45, atualizado 28/05/2021 11:31
Aline Massuca/ Metropoles
Médicos que vendiam falso atestado de comorbidade para imunização de pacientes de clínica são presos e vão cumprir pena em liberdade. Eram vendidos cerca de 30 atestados por dia no valor que variava de 20 até 50 reais cada.

Rio de Janeiro – Preso na quinta-feira (27/5) suspeito de falsificar atestados médicos, em Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), o médico Sérgio Mendes Izidoro deixava que o próprio paciente escolhesse a falsa comorbidade para, com o documento nas mãos, furar a fila da vacinação contra o novo coronavírus. “Pode ser hipertensão, pode ser asma, diabetes…”, sugeriu, durante conversa com uma paciente não identificada, em material encaminhado à polícia e obtido pelo Metrópoles. Sérgio e Augusto Guedes de Carvalho Filho, apontado como dono da clínica, foram detidos, acusados de vender laudos adulterados.

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Daniela Rebelo, delegada da Defraudações
Daniela Rebelo, delegada da Defraudações
Laudos falsos apreendidos pela PCRJ
Documentos eram vendidos a pacientes
Documentos falsos apreendidos pela PCRJ
Médico Augusto Guedes foi preso nessa quinta-feira, no Rio de Janeiro, acusado de falsifica atestados
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Médico Augusto Guedes foi preso nessa quinta-feira, no Rio de Janeiro, acusado de falsifica atestados

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Daniela Rebelo, delegada da Defraudações
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Laudos falsos apreendidos pela PCRJ
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Laudos falsos apreendidos pela PCRJ

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Documentos eram vendidos a pacientes
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Documentos eram vendidos a pacientes

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Documentos falsos apreendidos pela PCRJ
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Documentos falsos apreendidos pela PCRJ

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O esquema funcionava da seguinte maneira: o cliente chegava e pedia o atestado. Após efetuar o pagamento em dinheiro, o dono da clínica (Augusto) encaminhava o paciente ao médico, que assinava o laudo, de acordo com a doença que a pessoa quisesse. Cada atestado falso era vendido por R$ 20 a R$ 50. O grupo fazia até 30 atendimentos por dia, de segunda a quinta-feira, desde que se iniciou a campanha de vacinação destinada a pessoas com comorbidades.

A polícia flagrou a compra de um atestado falso. No atendimento, o médico chega a perguntar à cliente o que ela quer ter: hipertensão, asma, diabetes… A mulher pede que o profissional escolha por ela. Sérgio, então, decide que ela tem “cara de hipertensão”. Ouça o áudio:

Além de prender os médicos, os agentes da DDEF apreenderam diversos atestados já preenchidos. Em um deles, por exemplo, a comorbidade indicada era hipertensão arterial. Há outros quatro locais em investigação, denunciados por populares. A Delegacia de Defraudações vai intimar a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, pedindo a lista de vacinados que apresentaram atestados desse médico para receber a primeira dose. A ideia é tentar ainda identificar a data prevista para aplicação da segunda dose nesse grupo.

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