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Ato anti-Lula no campus da UFRN termina em pancadaria e briga generalizada.

Ato em apoio a Flávio Bolsonaro reuniu políticos de direita e terminou em confronto com estudantes. Ao menos um jovem ficou ferido

19/10/2026 23:59, atualizado 20/10/2026 00:00
Reprodução/ Redes sociais
Montagem com fotos coloridas de briga generalizada no campus da UFRN - Metrópoles

Um ato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em apoio ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) terminou em pancadaria e briga generalizada entre grupos de direita e estudantes na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

A confusão, ocorrida nesta segunda-feira (19/10) deixou ao menos um estudante ferido e danificou um portão de acesso ao Setor IV do campus central. Ao menos uma pessoa ficou ferida.

Assista:

Nomeada de “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, a manifestação foi organizada por integrantes do movimento Direita UFRN e contou com a participação do deputado federal General Girão (PL-RN), da vereadora de Natal Camila Araújo (PL) e do presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima.

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Os organizadores criticavam o governo federal, citando cortes e contingenciamentos no orçamento da educação, greves e problemas de manutenção nas universidades. O ato também teve um boneco inflável de Lula vestido de presidiário e carros de som.

A concentração começou por volta das 16h, ainda durante o período de aulas. Segundo relatos compartilhados nas redes sociais, a presença dos manifestantes no campus e o uso do carro de som causaram reação nos estudantes.

Houve troca de provocações. A discussão evoluiu para agressões físicas, com empurrões, socos e arremesso de objetos. Professores chegaram a formar uma barreira para conter o avanço dos grupos e separá-los.

O confronto deixou ao menos um estudante ferido. Um aluno de Jornalismo da UFRN teve um dente e os óculos quebrados durante as agressões. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o número total de feridos.

O episódio também provocou a interrupção de atividades acadêmicas, e algumas provas teriam sido suspensas, de acordo com os relatos.

General Girão responsabiliza opositores

Em vídeos publicados nas redes sociais, o deputado General Girão responsabilizou manifestantes de esquerda pelo confronto.

O parlamentar afirmou que um estudante conservador teve o carro arranhado e um pneu furado. Também alegou que um aliado foi ferido por uma pedra.

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A também deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) repudiou a presença do parlamentar no ato. “É inadmissível que um parlamentar participe de um ato político dentro da UFRN, fomentando agressões físicas entre estudantes. A universidade é espaço de conhecimento, liberdade e democracia, não de intimidação e violência política!”, escreveu.

A deputada afirmou ainda que vai acionar o Conselho de Ética da Câmara.

Estudantes repudiam manifestação

Em nota, a Associação de Pós-Graduandos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN repudiaram a realização do ato, classificado pelas entidades como uma manifestação “pró-fascismo”, e manifestaram solidariedade ao estudante agredido.

As organizações defenderam que a universidade seja um espaço de pluralidade de ideias, pensamento crítico e respeito à diversidade. Também condenaram manifestações que, segundo as entidades, promovam intolerância, violência e intimidação dentro da comunidade acadêmica.

Até a publicação desta reportagem, a UFRN não havia se manifestado oficialmente sobre o ocorrido.