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Brasil

“Aterrorizante”, diz diretora da ONG Me Too Brasil ameaçada de morte

Diretora do Me Too, que atua em casos de violência sexual, teve que mudar de cidade, carro e andar só com segurança após ser ameaçada

28/02/2023 14:22
Reprodução
diretora ong me too brasil ameaçada de morte - Metrópoles

A diretora do Me Too Brasil, Luanda Pires, teve sua rotina alterada de forma drástica desde que recebeu um e-mail sobre uma ameaça de morte contra ela em novembro do ano passado. O Me Too é uma ONG que atua em casos de violência sexual contra mulheres.

Luanda passou a só sair de casa com um segurança particular. Além disso, teve que se mudar de cidade e trocar de carro. O nome da diretora, que também é advogada, foi inscrito no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal.

“Mexeu com toda a minha rotina, tanto profissional quanto pessoal. É absurdo, é revoltante, é aterrorizante, inclusive, que as defensoras de mulheres, defensoras de vítimas de violência sexual, sejam atingidas pela mesma violência, pela mesma misoginia que acomete as vítimas que a gente já tem. Então, mexe sim com a questão emocional”, afirmou Luanda ao Metrópoles.

“Aterrorizante”, diz diretora da ONG Me Too Brasil ameaçada de morte - destaque galeria
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Diretora do Me Too Brasil, Luanda Pires
Diretora de ONG encontrou espécie de chip dentro do carro
Câmera flagrou momento em que homem desconhecido entrou no carro de diretora do Me Too Brasil
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Câmera flagrou momento em que homem desconhecido entrou no carro de diretora do Me Too Brasil

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Diretora do Me Too Brasil, Luanda Pires
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Diretora do Me Too Brasil, Luanda Pires

Instagram/@luandafpires
Diretora de ONG encontrou espécie de chip dentro do carro
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Diretora de ONG encontrou espécie de chip dentro do carro

Reprodução

A diretora do Me Too, que também é co-fundadora da ONG, recebeu um e-mail em 8 de novembro de uma pessoa anônima dizendo que um dos acusados de um caso assistido pela organização estaria “querendo te matar e vendo meios para isso”.

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Chip no carro

Depois do e-mail ameaçador, Luanda já passou a realizar procedimentos de segurança. No entanto, a situação não parou por aí. Em 29 de novembro, a diretora da ONG teve o carro invadido por um homem que instalou uma espécie de chip, possível localizador, colado debaixo do banco dela.

Luanda havia estacionado o carro e saído por alguns minutos para fazer compras. Quando voltou, foi alertada por uma pessoa que estava na rua, dizendo que o carro havia sido invadido por um homem, que estava acompanhado de outros dois.

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O segurança de Luanda checou as câmeras de segurança e confirmou a situação. Ele também vasculhou o veículo da advogada e achou o possível localizador.

“Muito embora (as ameaças) sejam gravíssimas e nós tenhamos tomado todos os protocolos para garantir minha segurança, isso não recaiu ou impactou a atuação do Me Too Brasil ou a minha atuação. Eu continuo trabalhando da mesma forma, acolhendo as vítimas da mesma forma”, disse ainda Luanda.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo e detalhes sobre a identidade dos suspeitos não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Luanda também disse que está sendo assistida pela Comissão de Prerrogativas da OAB e pelo Instituto Marielle Franco.