Associado a extraterrestre, Marciano ganha direito de se chamar Márcio
Homem acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo para trocar nome. O agora Márcio alegou que sofria bullying há anos
atualizado
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Um homem identificado como Marciano José da Costa ganhou na Justiça o direito de trocar o seu primeiro nome para Márcio. O homem alegou sofrer bullying há muitos anos por conta do seu nome.
O termo marciano, usado como adjetivo ou mesmo substantivo masculino, se refere a um hipotético extraterrestre, mais especificamente do planeta Marte.
“Evidentemente tal prenome enseja situações de caráter vexatório, tendo em vista que o requerente passa a ser associado a pessoa estranha, esquisita, desassociado de nossa sociedade, comunidade, uma vez que pertenceria a outro planeta”, escreveu o relator da ação, João Pazine Neto, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
As piadas atingiam até mesmo a filha de Márcio. A garota era chamada de “filha de marciano” por colegas da escola.
O magistrado entendeu que o pedido do ex-Marciano encontra amparo em uma das poucas exceções permitidas pela legislação brasileira, que tem como regra a inalterabilidade do nome.
Neto entendeu que o nome Marciano o deixava exposto a situações vexatórias ou ridículas, “uma vez que, inequivocamente, o pronome ‘Marciano’ remete ao conceito de ser um extraterrestre, sujeito, portanto, a ‘brincadeiras’, suficientes a degastar a pessoa, que deveria ter apego a seu nome e não rejeitá-lo”.
Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 22,1 mil brasileiros se chamam Marciano. Trata-se do 971º nome mais popular do país.
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