Assessores de deputados do PL movimentaram R$ 27 milhões, diz PF

Segundo documento expedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacam-se milionárias movimentações financeiras

atualizado

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Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco
1 de 1 Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco - Foto: Divulgação/ Polícia Federal

A operação da Polícia Federal (PF) desta sexta-feira (19/12), que tem como alvo o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), aponta movimentações elevadas, que somam R$ 27 milhões.

Segundo documento expedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacam-se as elevadas movimentações financeiras de diversos investigados, a exemplo de Adailton Oliveira Santos, assessor do PL, que movimentou mais de R$ 11 milhões, e Itamar de Souza Santana, assessor de Jordy, com quase R$ 6 milhões, entre 2023 e 2024.

Outros alvos da operação, como Florenice de Souza Santana, que movimentou R$ 4 milhões, e Andrea de Figueiredo Desiderati, com quase R$ 6 milhões, também são citados. Segundo o documento, “todos os valores são de origem não identificada”.

“Os deputados federais Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Carlos Jordy (PSL-RJ) teriam desviado recursos da cota parlamentar em benefício próprio, com o auxílio de servidores comissionados no exercício de suas funções, entre os quais estariam, pelo menos, Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana, utilizando, para o sucesso da empreitada criminosa (peculato e lavagem de dinheiro), a empresa Harue Locação de Veículos Ltda. ME”, apontou a investigação.

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Dinheiro apreendido pela Polícia Federal
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Polícia Federal (PF) deflagou nesta sexta operação Galho Fraco
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Operação da PF investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares
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Dinheiro apreendido na Operação Galho Fraco

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Ainda segundo a PF, a ligação entre os investigados e os deputados é o elemento central. As movimentações suspeitas analisadas resultaram em 14 comunicações de operações financeiras, no período de 2 de fevereiro de 2018 a 21 de junho de 2020.

A incompatibilidade dos valores movimentados com os rendimentos lícitos dos envolvidos, além da identificação dos principais remetentes e destinatários dos recursos como sendo servidores comissionados na Câmara dos Deputados, chamou a atenção das autoridades.

Os investigadores também analisaram conversas extraídas de aplicativos de mensagens.

No início da tarde, Sóstenes explicou que os quase meio milhão de reais apreendidos pela corporação se devem à venda de um imóvel em Minas Gerais.

“Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, ressaltou.

Ainda de acordo com o líder do PL, o dinheiro foi recebido por ele recentemente, e ele ainda não teve tempo de realizar o depósito em um banco por causa da “correria” do dia a dia. Mas disse que o imóvel está declarado no Imposto de Renda.

Operação

A PF deflagrou, nesta sexta, a Operação Galho Fraco, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. Os alvos de busca e apreensão são os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).

A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

A cota parlamentar é uma verba mensal paga com recursos públicos a deputados e senadores para custear gastos relacionados ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritório e contratação de serviços de consultoria. Esse valor é adicional ao salário dos parlamentares.

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