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Acusado de roubar e matar a radiologista Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, prestou depoimento e descreveu como cometeu o crime. Ele admitiu ter amarrado os braços da mulher e arrastado o corpo pelo mato. Kelly foi encontrada morta após combinar uma carona num grupo de WhatsApp.

Segundo o delegado regional, Cézar Felipe Colombari da Silva, o assassino premeditou o homicídio, mas afirmou não ter cometido violência sexual. O corpo de Kelly foi encontrado seminu e Jonathan alegou que a roupa dela caiu enquanto ele a arrastava. A certidão de óbito apontou que ela morreu por asfixia e estrangulamento.

Ela foi dada como desaparecida na última quarta-feira (1/11) ao sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG) para encontrar com o namorado. O corpo dela estava em um córrego entre Itapagipe e Frutal, nesta quinta-feira (2/11).

O homem confirmou ter marcado a carona pelo WhatsApp. Disse também que pediu para que Kelly parasse o carro para ele urinar num trecho deserto da estrada. Quando ela estacionou, ele a agrediu com socos. Houve luta corporal e Kelly tentou fugir, mas ficou presa pelo cinto de segurança.
“Após isso, ele a estrangulou, amarrou os braços dela com uma corda que já estava na mochila dele, abandonou o corpo e fugiu com o veículo e os pertences dela”, disse o delegado.

A frieza do assassino ao narrar os fatos chamou a atenção da polícia. De acordo com o delegado Bruno Giovanini de Paula ele narrava os fatos como se estivesse contando uma história. Jonathan não esboçou qualquer arrependimento.

Ele estava foragido desde março de 2017 do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto, quando foi beneficiado com um saidão. Ele responde por oito crimes: furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal, apropriação e uso de moeda falsa.

 

 

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