
As estratégias de Lula e de Flávio para o último debate antes do 2º turno
Após a experiência na Band, campanhas ajustam a postura dos candidatos e apostam em estratégias distintas para o confronto final

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) ajustam as estratégias para o último debate presidencial antes do segundo turno, marcado para esta sexta-feira (23/10), na TV Globo.
O confronto será o último entre os dois candidatos antes da votação de domingo (25/10). Com a disputa na reta final, as campanhas tentam ajustar o discurso e a postura dos presidenciáveis para conquistar eleitores indecisos e consolidar os votos já mobilizados, além de tentar quebrar a abstenção do 1º turno.
Após o confronto na TV Bandeirantes, no domingo (18/10), as equipes trabalham para corrigir pontos da atuação dos candidatos e definir a postura que cada um deverá adotar na reta final da disputa.
No debate da Band, os dois candidatos à Presidência trocaram acusações de corrupção e envolveram familiares no confronto. A discussão foi marcada por provocações e teve pouco espaço para a apresentação de propostas concretas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEnquanto Flávio focou em indagações sobre a lobista Roberta Luchsinger, o petista questionou sobre o envolvimento do senador eleito pelo Rio de Janeiro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que patrocinou o filme Dark Horse – que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – com uma bagatela de R$ 134 milhões.

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- Último debate: Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam nesta sexta-feira (23/10), na TV Globo, antes da votação de domingo (25/10);
- Estratégia de Lula: campanha pretende destacar a experiência do presidente, apresentar realizações do governo e defender propostas para um eventual novo mandato;
- Estratégia de Flávio: Tarcísio de Freitas ganha protagonismo na preparação do senador, enquanto Pablo Marçal fica em segundo plano;
- Mudança de postura: as duas campanhas buscam corrigir falhas do debate na Band, equilibrar os ataques e conquistar indecisos na reta final.
Estratégia de Lula
Na campanha petista, a orientação é explorar a experiência de Lula na Presidência para estabelecer um contraste com Flávio, que nunca ocupou um cargo no Poder Executivo. O objetivo é destacar a trajetória política do presidente e questionar a capacidade do adversário de comandar o país.
Ao mesmo tempo, a equipe quer que Lula adote uma postura mais propositiva. A ideia é evitar que o confronto fique restrito às acusações entre os candidatos e aproveitar o espaço para apresentar realizações do governo, defender propostas e falar sobre os próximos passos de uma eventual nova gestão.
A estratégia busca equilibrar o embate direto com a apresentação de alternativas para o país, em um momento decisivo da campanha. O desafio será responder aos ataques do adversário sem perder o foco na agenda que o PT pretende apresentar ao eleitorado.
Estratégia de Flávio
Do lado de Flávio, a preparação passou por uma mudança na distribuição de protagonismo entre os aliados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ganhou mais espaço na orientação do senador, enquanto o influenciador Pablo Marçal foi colocado em segundo plano.
A avaliação é de que o candidato precisa reduzir o tom agressivo e evitar que o debate seja marcado por provocações e ataques pessoais.
A intenção é apresentar Flávio como um candidato mais moderado, capaz de confrontar o presidente sem transmitir uma imagem excessivamente combativa.
A equipe também busca abrir espaço para a discussão de propostas e evitar que o senador seja prejudicado pela percepção de falta de preparo para assumir o Palácio do Planalto.






