Apuração citada por Bolsonaro foi pedida pelo TSE à PF em 2018

Hacker contou a portal como havia invadido os sistemas do TSE e roubado dados. Urnas, porém, não podem ser acessadas pela internet

atualizado 04/08/2021 22:29

Fachada tse eleicoes 2020Igo Estrela/Metrópoles

O inquérito da Polícia Federal citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na noite desta quarta-feira (4/8), para voltar a colocar em dúvidas a confiabilidade das urnas eletrônicas foi pedido pelo próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) 10 dias após o segundo turno das eleições de 2018.

Um ofício assinado pelo então secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, foi encaminhado à PF em 7 de novembro de 2018, pedindo que se investigasse possível invasão aos sistemas digitais.

O ofício foi um pedido da então presidente do TSE, ministra Rosa Weber, após denúncia feita por um hacker ao portal de notícias “Tecmundo”.

De acordo com a reportagem de 2018, os invasores tiveram acesso a informações privilegiadas e confidenciais, como troca de e-mails, envio de senhas para juízes, credenciais de acesso e também a um aplicativo com dados sobre candidatos e eleitores.

Segundo o site, um dos hackers disse que conseguiu “milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e até mesmo credenciais”. Apesar disso, a obtenção do código fonte de uma urna não permite o controle sobre a mesma, uma vez que o equipamento não está conectado a uma rede de internet.

O presidente Bolsonaro colocou na internet os documentos que embasam a denúncia e fazem parte do inquérito, veja:

O deputado federal Filipe Barros (PP-PR), relator da PEC do voto impresso, também falou sobre o assunto pelo Twitter. Ele, no entanto, ressaltou não saber se as eleições foram impactadas.

O TSE ainda não se manifestou sobre as novas acusações de Bolsonaro.

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