Após sanção dos EUA a Moraes, Bolsonaro diz: “Não tenho nada com isso”

Ex-presidente, Jair Bolsonaro, nega ligação com sanções a Moraes, mas é citado pelos EUA como alvo de suposta perseguição política no Brasil

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Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista jair bolsonaro mauro cid ramagem - Metrópoles
1 de 1 Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista jair bolsonaro mauro cid ramagem - Metrópoles - Foto: <p>KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES<br /> @kebecfotografo</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter qualquer envolvimento com as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado por jornalistas nesta quarta-feira (30/7), ao deixar a sede do PL, em Brasília, Bolsonaro afirmou ser isento da situação.

Não tenho nada com isso”, respondeu o ex-mandatário.

Apesar da declaração, Bolsonaro foi citado diretamente no comunicado oficial onde a Casa Branca anunciou a aplicação de sanções contra Moraes, com base na Lei Magnitsky e oficializando o tarifaço.

No texto, o governo norte-americano afirma que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o STF estariam promovendo uma “perseguição política” contra Bolsonaro.

O documento também levanta dúvidas sobre a legitimidade das eleições presidenciais de 2026 no Brasil.

“A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026”, diz o texto.

O Departamento do Tesouro dos EUA informou que bens e investimentos do ministro brasileiro em território norte-americano serão bloqueados.


Entenda a Lei Magnitsky

  • Criada inicialmente para punir agentes estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, a Lei Magnitsky foi estendida pelos Estados Unidos como instrumento de sanções individuais em diversos países.
  • A medida tem entre as punições previstas o bloqueio de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano.
  • Juristas e integrantes do governo argumentam que, diferentemente de regimes autoritários onde a lei costuma ser aplicada, o Brasil é uma democracia com Judiciário independente.
  • As decisões do ministro Alexandre de Moraes, embora polêmicas para alguns setores, ocorrem no âmbito institucional, com respaldo do Supremo Tribunal Federal e do devido processo legal.

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Jair Bolsonaro chora durante celebração evangélica no Distrito Federal
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Jair Bolsonaro chora durante celebração evangélica no Distrito Federal

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Influência de Bolsonaro e sua relação com Trump

Bolsonaro (PL) foi citado nominalmente na ordem executiva assinada por Donald Trump nesta quarta-feira que oficializa a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

O documento, publicado pela Casa Branca, justifica a medida que começa a valer em agosto, como uma resposta a violações de direitos humanos e ameaças “incomuns e extraordinárias” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos, atribuídas ao atual governo brasileiro.

A ofensiva diplomática também escancara os laços políticos e pessoais entre Trump e Bolsonaro.

Recentemente, Trump voltou a defender Bolsonaro ao ser questionado sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que Bolsonaro seja condenado por crimes como tentativa de golpe de Estado — em que ressaltou estar acontecendo uma “caça às bruxas” contra Jair.

“Ele não é meu amigo, mas é alguém que conheço. Representa milhões de brasileiros. Ama o Brasil e lutou muito por essas pessoas. Agora querem prendê-lo. Isso me parece uma caça às bruxas, e acho muito triste”, afirmou Trump.

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