Após reunião, PL anuncia grupos de trabalho para defesa de Bolsonaro

Deputados da bancada do PL se reuniram na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (21/7) para organizarem reação de apoio a Bolsonaro

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de apoiadores no Congresso, antes de reunião com a bancada do PL.
1 de 1 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de apoiadores no Congresso, antes de reunião com a bancada do PL. - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) disse, nesta segunda-feira (21/7) que o partido criará três comissões como forma de reação às medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma delas alinhará a comunicação dos parlamentares de oposição, comandada pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO). A segunda lidará com mobilizações internas no Congresso Nacional para dar andamento às pautas do partido, sob comando do deputado Cabo Gilberto (PL-PB). A terceira lidará com mobilizações externas para “dar voz ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, lideradas por Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SCC).

Enquanto o encontro se dava, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro não pode participar de transmissões nas redes sociais dele ou de terceiros, incluindo entrevistas a veículos de imprensa. A decisão faz parte das medidas cautelares impostas ao ex-presidente no inquérito que investiga ataques à soberania nacional após as decisões do governo de Donald Trump contra o Brasil.

Mais cedo, Bolsonaro cancelou a entrevista que daria ao Metrópoles. No fim da manhã, Bolsonaro pediu ao portal garantias de que não seria preso em função da entrevista. A justificativa dada pelo ex-presidente foi o fato de que ele falaria ao vivo, com transmissão pelas redes sociais. Dessa forma, Bolsonaro teve medo de que pudesse incorrer em descumprimento de medidas cautelares, uma vez que a entrevista seria transmitida ao vivo no YouTube e no X.

Participação

A reunião da bancada do PL na Câmara contou com parlamentares de cinco partidos além do PL: Republicanos, PP, PSD, União Brasil e Novo. De acordo com Sóstenes, participaram mais de 50 deputados e dois senadores.

Eles interromperam o recesso parlamentar e voltaram à Brasília nos últimos dias depois da Polícia Federal (PF) realizar uma operação com mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e na sede do PL. O ex-presidente também passou a usar tornozeleira eletrônica, por determinação de Moraes. O ministro também determinou que ele cumpra um horário de recolher (das 19h às 7h), não se comunique com embaixadores ou com outros investigados – incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos Estados Unidos.

Com o encontro, os parlamentares do PL desafiam a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) que manteve o recesso parlamentar sem a realização de sessões ou votações em comissões. As comissões de Segurança Pública e das Relações Exteriores, presididas por integrantes do PL, convocaram reuniões para terça-feira (22/7) para votar moções de apoio a Bolsonaro.

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