Após prisão de seu nº2, ministro diz que “governo não protege ninguém”

A declaração de Wolney Queiroz, ministro da Previdência, foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (18/12)

atualizado

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Foto: Edson Leal/ MPS
Ministro da Previdência Social Wolney Queiroz participa de evento com servidores da pasta
1 de 1 Ministro da Previdência Social Wolney Queiroz participa de evento com servidores da pasta - Foto: Foto: Edson Leal/ MPS

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou, nesta quinta-feira (18/12), que “o governo não protege ninguém”. A declaração acontece em meio a operação da Polícia Federal (PF) que prendeu seu secretário-executivo, Adroaldo Portal, além de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Adroaldo Portal é considerado o número 2 na hierarquia do órgão. A fraude no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) foi revelada por uma série de reportagens do Metrópoles.

“Eu determinei imediatamente que ele fosse exonerado, convidei para ocupar o cargo do secretário executivo, Doutor Felipe Cavalcanti, que é consultor jurido do Ministério e é procurador federal da AGU”, afirmou Queiroz.

Ainda segundo o ministro, ele foi pego de surpresa pela operação: “É o que eu disse anteriormente, o governo não protege ninguém, o governo vai às últimas consequências, essa é a determinação do presidente Lula”, reforçou o ministro

O procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, assume a função de secretário-executivo no lugar de Aldroaldo, que cumprirá prisão preventiva.

Em nota enviada à imprensa, o ministro Wolney Queiroz afirma que exonerou Aldroaldo “após tomar conhecimento do teor das acusações reveladas pela operação da Polícia Federal desta quinta-feira.”.

Operação Sem Desconto

Na operação desta quinta, a Polícia Federal também prendeu Romeu Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” – apontado como um dos mentores do esquema, e Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, que já havia sido preso pela PF, em outra fase da operação.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, foi alvo de buscas da PF em sua residência.

No total, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares nesta quinta, em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal.

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