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Após nova denúncia, MPRJ é a favor de internação de adolescente

O adolescente é ex-namorado da vítima e além desta denúncia, é acusado de outro caso envolvendo estupro coletivo

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Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou a favor da internação provisória do adolescente envolvido no estupro coletivo de uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio. O promotor reviu sua decisão e enviou um novo ofício à Justiça após uma nova denúncia contra o garoto. 

O adolescente é ex-namorado da vítima e além desta denúncia, é acusado de outro caso envolvendo estupro coletivo, desta vez, com uma garota de 14 anos. Após o fato chegar ao MPRJ, a 1ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude Infracional da Capital enviou uma nova manifestação.

“Após a apresentação de novos elementos pela autoridade policial, indicando o possível envolvimento do adolescente investigado em outro episódio de estupro coletivo com dinâmica semelhante, (a promotoria) manifestou-se favoravelmente ao pedido de internação provisória, nos termos dos artigos 108 e 174 do Estatuto da Criança e do Adolescente”, comunicou o MPRJ, em nota, nesta quinta-feira (5/3).

Na última segunda-feira (2/3), O MPRJ informou que o manifesto ocorreu diante de uma denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro, do Núcleo Rio de Janeiro, à Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA).

No manifesto anterior, o promotor havia solicitado que a Justiça negasse a internação provisória do adolescente, no entanto, com a condição de que o garoto podia ser submetido a medidas cautelares, conforme o desenrolar da investigação. O órgão público explicou que o promotor opinou contra a internação antes da nova denúncia.

Após a repercussão do estupro coletivo, uma denúncia semelhante, na qual uma garota de 14 anos era a vítima, veio a público. O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages o apontou como “mentor do crime”, por atuar com o mesmo modus operandis contra as jovens.

Diante dos fatos, o MPRJ justificou que o novo manifesto, favorável à internação, ocorre para garantir ordem pública.

“A medida foi considerada necessária para garantir a ordem pública, diante da possível reiteração infracional e também para assegurar a segurança pessoal do próprio adolescente, em razão da ampla repercussão social do caso”, informou, em nota.

O delegado aponta que o adolescente é quem deveria ser o maior responsabilizado pelos crimes e apresentou a nova denúncia como motivo para internação.

Entenda o estupro coletivo em Copacabana

Em 31 de janeiro, a jovem recebeu um convite para ir à casa de um amigo, em Copacabana. No prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado pela vítima.

No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três rapazes que insistiam para ela manter relações com eles.

Com a negativa, os adolescentes passaram a se despir e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica. A adolescente alegou que foi segurada pelos cabelos, agredida com um chute na região abdominal e impedida de deixar o quarto.

Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II. Os acusados maiores de 18 anos foram identificados pela polícia como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Xavier Bertho, 19; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19. Os quatro estão presos.

 

 

 

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