Após multa, prefeitura em MG suspende alvarás da Vale por vazamentos
O lamaçal de duas minas atingiu o Rio Goiabeiras, que atravessa a parte urbana de Congonhas, e o Rio Maranhão, em Minas Gerais
atualizado
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A Prefeitura de Congonhas (MG) determinou a suspensão de alvarás de funcionamento das atividades da mineradora Vale na região após identificar vazamentos de água em duas minas da empresa. O ofício, enviado nessa segunda-feira (26/1), informa que a medida está atrelada à adoção de medidas emergenciais para mitigar impactos ambientais.
Além disso, o Governo de Minas Gerais vai multar a Vale pelos mesmos vazamentos.
“A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana”, informou a empresa, em nota.
Em menos de 24 horas, foram registrados vazamentos em duas minas: Mina de Fábrica, no município de Ouro Preto, e a Mina de Viga, em Congonhas.
O vazamento aconteceu após a ruptura de uma leira que atua na contenção da água e causou diversos impactos ambientais na área, com água, sedimento e rejeitos de mineração seguindo para os rios.
O lamaçal das duas minas atingiu o Rio Goiabeiras, que atravessa a parte urbana de Congonhas, e o Rio Maranhão. Segundo a prefeitura, apenas a ruptura da contenção na Mina de Fábrica ocasionou no vazamento de 263 mil m³ de água turva e ainda atingiu a área de outra mineradora, a CSN Mineração, causando danos materiais.
De acordo com a Defesa Civil, não houve bloqueio de vias nem comunidades atingidas pelo lamaçal das minas. O impacto registrado se concentra à natureza ambiental, mas prejudica significativamente o ecossistema.
“A Companhia suspendeu operações nas unidades mencionadas e irá se manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários. A Companhia reforça que seus guidances seguem inalterados, conforme divulgados no Formulário de Referência da Companhia”, informou.
A Defesa Civil permanece no local realizando o monitoramento da situação, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas atua na avaliação dos impactos e na adoção das providências cabíveis. A Agência Nacional de Mineração (ANM) descarta ruptura, colapso ou qualquer comprometimento de barragens ou pilhas de mineração.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobra uma solução imediata e efetiva para o caso.






