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Brasil

Após indiciamento, defesa de Gusttavo Lima rebate acusações da polícia

Advogados dizem que dinheiro em espécie apreendido era para pagamento de fornecedores e que venda de aeronaves foi registrada

29/09/2024 21:36, atualizado 29/09/2024 22:02
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Reprodução/ Instagram
juíza Foto colorida de José André e Aislla Sabrina - Metrópoles

A defesa do cantor Gusttavo Lima respondeu de forma detalhada às acusações levantadas contra ele no âmbito da Operação Integration, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. O artista sertanejo foi indiciado no dia 15 de setembro por suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Embora a Justiça tenha inicialmente decretado a sua prisão preventiva, a decisão foi revogada em segunda instância.

Em reportagem do Fantástico deste domingo (29/9), os advogados de Gusttavo Lima rebateram a Polícia Civil. Sobre os R$ 150 mil em dinheiro em espécie apreendidos no cofre da Balada Eventos, principal empresa do cantor, os advogados informaram que era para o pagamento de fornecedores.

Já sobre as 18 notas fiscais do mesmo dia apreendidas, que eram de uma empresa do cantor para a organização de aposta esportiva Vai de Bet, a defesa de Gusttavo Lima alega que os valores foram declarados e os impostos, pagos. O sertanejo adquiriu 25% da empresa em junho deste ano, mas para os investigadores ele seria o real dono.

Além disso, a defesa de Gusttavo Lima afirmou que o contrato da Vai de Bet, que tem o nome Pix 365, foi suspenso porque tinha uma cláusula anticorrupção.

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Venda de aviões

Os advogados ainda se posicionaram sobre as vendas de aeronaves para donos das empresas de jogos investigadas. Segundo a defesa, os contratos de compra e venda foram feitos em nome das empresas com seus representantes legais, o que afastaria a possibilidade de lavagem de dinheiro.

Em uma segunda nota enviada ao Fantástico, os advogados de Gusttavo Lima disseram que a investigação da Polícia Civil de Pernambuco tem falhas.

A defesa cita dois contratos de venda de aeronave e de distrato dessa venda, sendo que um tinha um erro de digitação na data, o que foi visto como suspeito pelos investigadores. Segundo os advogados do sertanejo, a polícia não considerou a data digital do distrato.

Sem intimidade

Os donos da Vai de Bet — o casal José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Henriques Truta Rocha — estavam no aniversário de Gusttavo Lima em um iate na Grécia quando saiu o mandado de prisão preventiva contra eles em 4 de setembro, na mesma operação que levou à prisão a influencer Deolane Bezerra.

No entanto, em depoimento para a Polícia Civil, o cantor disse “não possuir relação de intimidade” com José André da Rocha Neto ou Aislla Sabrina, “mas uma relação profissional que ocasiona momentos de convivência entre as partes”.