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Brasil

Após derrota em CPMI, PT deixa "blocão" de Hugo Motta na Câmara

Ao Metrópoles o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), diz que o grupo tirava "poder regimental" do governo nas atividades legislativas

26/08/2025 14:40, atualizado 26/08/2025 15:09
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Lindbergh comentou telefonema de Lula e Trump

A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e Rede, deixou nesta terça-feira (26/8) o maior bloco da Câmara dos Deputados, conhecido como “blocão do Motta”, liderado pelo presidente da Casa.

Em entrevista ao programa Contexto, do Metrópoles, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), disse que o bloco “tira poder regimental” do governo nas atividades legislativas, como em comissões, por exemplo.

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“Esse bloco foi montado na época da eleição do presidente da Câmara, só que agora esse bloco tira poder regimental nosso em várias ações e comissões. A gente quer ter uma postura mais livre, mas a gente tem uma postura de colaboração em alguns pontos importantes”, declarou o deputado.

O bloco foi criado em fevereiro deste ano, como uma correlação de forças para a eleição do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), e tinha os mais diversos integrantes, do PL ao PT.

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A mudança consta no sistema da Câmara. O governo saiu do grupo dias depois de sofrer uma derrota na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Logo na instalação, na quarta-feira (20/8), a CPMI teve uma reviravolta: elegeu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência, em vez de Omar Aziz (MDB-AM), indicado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Alfredo Gaspar (União-AL), claramente oposicionista, foi escolhido para a relatoria.

A vitória da ala de direita ocorreu por uma estratégia velada: segundo o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, parlamentares da oposição e do Centrão combinaram, em um jantar, de aproveitar a ausência de integrantes da base governista e substituir por suplentes para garantir votos na eleição da presidência da comissão.