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Brasil

Apenas 29% das pessoas com deficiência trabalham, aponta IBGE

Segundo IBGE, ocupação de pessoas com deficiência é 26,8 pontos percentuais menor que a de pessoas sem deficiência. Renda também é inferior

18/09/2026 10:00
Pexels/Reprodução
Mulher com blusa amarela em cadeira de rodas - Metrópoles

Apenas 29% das pessoas com deficiência estavam ocupadas no Brasil em 2022, segundo o estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18/9). O percentual é 26,8 pontos percentuais menor que o registrado entre pessoas sem deficiência, cuja taxa de ocupação chegou a 55,8%.

A pesquisa estima que havia 14 milhões e 407 mil pessoas com deficiência no Brasil naquele ano, o equivalente a 7,3% da população de 2 anos ou mais de idade.

Os dados fazem parte da segunda edição do informativo do IBGE e têm como principal fonte o Censo Demográfico 2022. O levantamento também reúne informações de outras bases, como dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A desigualdade também aparece na contribuição para a Previdência Social. Entre as pessoas com deficiência ocupadas, 57,9% contribuíam para a previdência em 2022. Entre as pessoas sem deficiência, o percentual era de 67,7%.

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O nível de ocupação varia de acordo com o tipo de deficiência. O menor percentual foi registrado entre pessoas com dificuldades ou impossibilidades associadas a alguma limitação nas funções mentais: 12,9%.

Já o maior índice apareceu entre aquelas com dificuldade ou impossibilidade de enxergar, com 35,9%. O índice, entretanto, também fica abaixo do registrado entre as pessoas sem deficiência.

Gênero e raça

A desigualdade no acesso ao trabalho também aparece nos recortes por sexo e cor ou raça. Em todos os grupos analisados, tanto o nível de ocupação quanto a proporção de contribuintes para a Previdência eram menores entre pessoas com deficiência do que entre pessoas sem deficiência.

As mulheres com deficiência apresentaram o menor nível de ocupação entre os grupos comparados: 24,4%. Entre os homens com deficiência, o percentual era de 35,4%. Já entre as mulheres sem deficiência, chegava a 47%.

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Entre as pessoas ocupadas, o IBGE também identificou diferença na contribuição previdenciária segundo cor ou raça. Pessoas brancas, com ou sem deficiência, contribuíam em maior proporção do que pessoas pretas ou pardas.

Renda menor

A desigualdade também se reflete na renda. Em 2022, as pessoas com deficiência recebiam, em média, R$ 2.053 mensais pelo trabalho, valor equivalente a cerca de 70% do rendimento médio de pessoas sem deficiência, de R$ 2.890.

A diferença média era de R$ 837 por mês.

Segundo o IBGE, pessoas com deficiência recebiam rendimentos menores em todos os grupos de atividades econômicas analisados.

Além disso, estavam proporcionalmente mais concentradas em setores com rendimentos médios mais baixos, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação.