Aos 46 anos do PT, Lula celebra partido, mas cita “muito erro”
Presidente Lula declarou que, embora erros aconteçam, o PT é plural e não há similaridade no mundo
atualizado
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Salvador – Em ato de comemoração ao aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste sábado (7/2), em Salvador, na Bahia, que, embora a sigla não tenha similaridade a nenhum outro partido no mundo, ainda está cometendo muitos “erros”. O petista, porém, não especificou quais falhas seriam.
“Este partido nasceu de uma coisa extraordinária, que foi um sonho. Não tem similaridade o PT no mundo. Nós estamos acumulando muitos erros, mas não tem similaridade”, declarou o chefe do Executivo.
A fala do presidente se dá em um momento no qual o PT busca palanque em outros estados para conquistar uma maioria governista para as eleições deste ano. Ele defendeu que a filiação partidária é um “compromisso de vida”, e não uma plataforma para carreiras políticas.
“É importante que vocês voltem a ler o manifesto do PT. É importante porque a filiação partidária não pode ser porque apenas alguém quer ser candidato. A filiação partidária é um compromisso de vida. Você entra para se somar, não entra para ser deputado, porra. Se não, é partido igual aos outros”, disse.
Aniversário do PT
- O PT comemora, em fevereiro deste ano, 46 anos de fundação.
- Ao longo de três dias, em Salvador (BA), o partido promoveu debates internos sobre diversos temas, como comunicação, soberania na América Latina e estratégias políticas, reunindo militantes, parlamentares e ministros do governo.
- Quadros históricos do partido, como José Dirceu e Eduardo Suplicy, também estiveram presentes.
- Na quinta-feira (5/2) e na sexta-feira (6/2), o encontro ocupou andares do Hotel Fiesta, em Itaigara. No sábado (7/2), as últimas atividades, com a presença do presidente Lula, ocorrem no Trapiche Barnabé, casa de eventos histórica no bairro do Comércio.
Ainda na linha de pluralidade partidária, a chapa Lula 4 envolve negociações com partidos do centro e da base. O petista já sinalizou que tanto o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e também a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), são nomes fortes para a montagem do palanque em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
A fala ampliou a disputa pela vaga de número dois do Planalto. Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, a cadeira é almejada por outros partidos, como o MDB. Uma ala do PT defende a busca de uma aliança com a sigla, mas avalia que, hoje, a maioria dos emedebistas é contrária à costura.
Participaram do evento a primeira-dama, Janja Lula da Silva, o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), o senador Humberto Costa (PT-CE), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), além de demais autoridades e movimentos sociais.










