Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Anvisa proíbe uso de produtos à base de fenol após morte de paciente

Segundo a Anvisa, não foram apresentados estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para o uso em procedimentos estéticos

25/06/2024 07:57, atualizado 25/06/2024 08:26
Reprodução/Instagram
homem branco com bigode e cabelo. O empresário que morreu após fazer peeling de fenol morava em Pirassununga

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a resolução nº 2.384, na qual proíbe a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos.

De acordo com a norma, a exceção se dá para os produtos devidamente regularizados junto ao órgão nas exatas condições de registro e produtos de uso em laboratórios analíticos ou de análises clínicas.

Segundo a agência, não foram apresentados ao órgão estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em procedimentos de saúde em geral ou estéticos.

Anvisa proíbe uso de produtos à base de fenol após morte de paciente - destaque galeria
6 imagens
Peeling de fenol
O homem aparece com o rosto avermelhado e bastante sensível
Antes do procedimento
Morte em peeling de fenol
A influenciadora Natalia Becker é a responsável pelo procedimento realizado por Henrique Chagas da Silva
Henrique da Silva Chagas, que morreu após ser submetido ao procedimento peeling de fenol
1 de 6

Henrique da Silva Chagas, que morreu após ser submetido ao procedimento peeling de fenol

Reprodução/Redes Sociais
Peeling de fenol
2 de 6

Peeling de fenol

O homem aparece com o rosto avermelhado e bastante sensível
3 de 6

O homem aparece com o rosto avermelhado e bastante sensível

@joaoocastros/TikTok/Reprodução
Antes do procedimento
4 de 6

Antes do procedimento

@joaoocastros/TikTok/Reprodução
Morte em peeling de fenol
5 de 6

Morte em peeling de fenol

Reprodução
A influenciadora Natalia Becker é a responsável pelo procedimento realizado por Henrique Chagas da Silva
6 de 6

A influenciadora Natalia Becker é a responsável pelo procedimento realizado por Henrique Chagas da Silva

Divulgação/Redes sociais

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Pedido Cremesp à Anvisa

Na última sexta-feira (21/6), o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) entrou com uma ação na Justiça Federal para pedir que a agência proibisse a venda de substâncias químicas à base de fenol para quem não for médico.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Atualmente, é possível encontrar farmacêuticos, biomédicos e esteticistas comprando o peeling de fenol para aplicá-lo em pacientes. O Cremesp e Conselho Federal de Medicina (CFM) defendem que somente médicos com especialização em dermatologia estão habilitados a executar o procedimento estético por considerá-lo invasivo.

Entretanto, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e o Conselho Federal de Biomedicina (CFB) possuem resoluções que autorizam os profissionais das respectivas classes a realizar peelings químicos, incluindo a modalidade com fenol.

Segundo o Cremesp, procedimentos estéticos invasivos, como é o peeling de fenol, têm de ser feitos somente por médicos.

Morte de paciente

O empresário Henrique Chagas morreu no último dia 3 de junho dentro de uma clínica após fazer o procedimento com fenol. Ele tinha 27 anos e era dono de um pet shop em Pirassununga, interior de São Paulo, onde foi enterrado.

Quem aplicou o produto nele foi a influencer Natalia Becker, nome fantasia de Natalia Fabiana de Freitas Antonio. Ela tem 29 anos, é dona do Studio Natalia Becker, na Zona Sul da capital paulista, e possuía mais de 230 mil seguidores no Instagram, até fechar a conta após a repercussão da morte do paciente.

Apesar de se apresentar como esteticista, Natalia não é reconhecida pela Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (Anesco).

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica vai apontar o que matou o paciente. A Polícia Civil investiga as causas e eventuais eventuais responsabilidades pela morte do paciente.