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Anvisa proíbe medicamento por suspeita de contaminação por inseto

No total, a Anvisa interditou dois medicamentos, um deles após mudança de cor no antibiótico

atualizado

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Uma mão usando luvas de látex segura um frasco com um líquido transparente e uma seringa. O profissional médico usa a seringa para extrair o medicamento do frasco de vidro. Metrópoles
1 de 1 Uma mão usando luvas de látex segura um frasco com um líquido transparente e uma seringa. O profissional médico usa a seringa para extrair o medicamento do frasco de vidro. Metrópoles - Foto: Catherine Falls Commercial/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta semana, a interdição cautelar de dois medicamentos produzidos no Brasil: o antibiótico Vancotrat 500 mg, da União Química Farmacêutica Nacional S/A, e o cloridrato de lidocaína – 20 mg/ml, anestésico fabricado pela Hypofarma — Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, tem caráter preventivo e temporário, visando proteger a saúde da população enquanto são realizados testes e análises complementares.

No caso do antibiótico Vancotrat 500 mg, usado no tratamento de infecções como pneumonia, a interdição atinge o Lote nº 2518163, com validade até abril de 2027.

Em nota, a União Química informou que cumpre integralmente a determinação da agência e que iniciou ações internas de investigação e controle de qualidade para apresentar os dados técnicos necessários à comprovação da segurança do produto.

A farmacêutica destacou ainda que pretende solicitar a futura desinterdição do lote, caso as análises confirmem a conformidade do medicamento.

Segundo a Agência, a medida foi tomada após a constatação de uma mudança de cor na solução — que, ao ser diluída, apresentou tonalidade alaranjada, diferentemente do padrão descrito em bula.

O anestésico cloridrato de lidocaína – 20 mg/ml, de uso hospitalar, teve interditado o Lote nº 25010360, com validade até janeiro de 2027, após a descoberta de um inseto em uma das ampolas do produto.

Ao Metrópoles, a Hypofarma informou que, após a notificação da Anvisa sobre uma denúncia de possível presença de um inseto em uma ampola do anestésico, a empresa realizou análises técnicas detalhadas e “não encontrou qualquer indício de contaminação”.

A companhia afirmou que encaminhou as respostas oficiais ao órgão regulador assim que tomou conhecimento do caso e destacou que o próprio cliente responsável pela reclamação se retratou posteriormente.

O material foi encaminhado para análise, e a agência suspendeu temporariamente o uso do lote em todo o país.

Durante o período de interdição, os medicamentos não devem ser utilizados, comercializados ou distribuídos. A Anvisa orienta que profissionais de saúde e pacientes suspendam o uso imediato dos produtos e comuniquem qualquer ocorrência à Vigilância Sanitária local ou à própria agência, por meio canais de atendimento disponíveis no portal oficial da autarquia.

A interdição cautelar é uma medida prevista nas normas sanitárias brasileiras e pode ser adotada quando há suspeita de irregularidade ou risco potencial à saúde. A iniciativa não implica necessariamente recolhimento definitivo, mas impede o consumo e a venda do produto até o fim das investigações.

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