“Anuncio que teremos mudança, sim, na Petrobras”, insiste Bolsonaro

Presidente disse que o "povo não pode ser surpreendido com reajustes" e defendeu previsibilidade no preço dos combustíveis

atualizado 19/02/2021 12:36

Presidente Jair Bolsonaro faz revisão em sua moto na concessionária Freedom do sia, na manhã desse sábado (30/1).Hugo Barreto/Metrópoles

Em evento em Sertânia (PE), nesta sexta-feira (19/2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar que haverá mudança na Petrobras.

“Anuncio que teremos mudança, sim, na Petrobras. Jamais vamos interferir nessa grande empresa na sua política de preços, mas o povo não pode ser surpreendido com certos reajustes. Faça-os, mas com previsibilidade. É isso que nós queremos”, disse ele.

Na quinta-feira (18/2), em sua live semanal pelas redes sociais, Bolsonaro disse que considerou o reajuste na gasolina e no diesel anunciado na quinta-feira (18/2) pela Petrobras como “fora da curva” e “excessivo”. Ele ressaltou que haverá consequência.

“Eu não posso interferir e nem iria interferir [na Petrobras]. Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, tem que mudar alguma coisa. Vai acontecer”, disse.

A Bolsa de Nova York registrou, nesta sexta-feira (19/2), uma queda de mais de 3% nas ações da Petrobras, no pré-mercado, como reação à fala do presidente da noite de quinta.

“Se lá fora aumenta o preço do barril do petróleo e aqui dentro o dólar está alto, sabemos das suas repercussões no preço do combustível, mas isso não vai continuar sendo um segredo de Estado. Exijo e cobro transparência de todos aqueles que eu tenho responsabilidade de indicar”, afirmou Bolsonaro nesta sexta-feira.

Redução de impostos

Na transmissão ao vivo de quinta-feira, Bolsonaro anunciou que a partir de 1º de março não haverá qualquer imposto federal incidindo sobre o preço do óleo diesel. Atualmente, incidem sobre o diesel Pis e Cofins.

Os impostos federais sobre o gás de cozinha também serão zerados. A redução, segundo Bolsonaro, será permanente. “Hoje à tarde, reunido com a equipe econômica, tendo à frente o ministro Paulo Guedes, decisão nossa, a partir de 1º de março, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha.”

A redução de impostos, que implica na queda de arrecadação, precisa ser acompanhada de uma fonte de compensação, conforme estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A legislação exige elevação de outro tributo ou corte de subsídio como contrapartida.

No entanto, até o momento o governo não indicou de que modo a medida será compensada. O Ministério da Economia, que não se manifestou oficialmente sobre os anúncios do presidente, ainda não apresentou impacto da medida.

Agenda no Nordeste

Bolsonaro cumpriu agenda na cidade de Sertânia para participar do acionamento das comportas do primeiro trecho do Ramal do Agreste.

Ele está acompanhado dos ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do Turismo, Gilson Machado, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, além do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

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