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Brasil

Antério Mânica, condenado pela Chacina de Unaí, se entrega à PF

Antério é um dos condenados pela chacina de Unaí, que ocorreu em 2004 e vitimou três auditores fiscais do trabalho e um motorista

16/09/2023 17:32, atualizado 16/09/2023 18:49
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Reprodução/TV Globo
foto colorida de fazendeiro Antério Mânica ao lado de PM de Minas Gerais - Metrópoles

O fazendeiro e ex-prefeito de Unaí (MG) Antério Mânica entregou-se à Polícia Federal (PF), na manhã deste sábado (16/9), em Brasília. Antério é um dos condenados pelo caso conhecido como Chacina de Unaí, que ocorreu em 2004 e vitimou três auditores fiscais do trabalho e um motorista.

O ex-prefeito, um dos mandantes do crime, foi condenado a 64 anos de prisão em regime fechado.

Antério Mânica, condenado pela Chacina de Unaí, se entrega à PF - destaque galeria
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Fazendeiro Antério Mânica, preso como mandante do crime conhecido como Chacina de Unaí
Local da chacina de Unaí
Protesto por conta da chacina de Unaí (MG)
Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí
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Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí

Reprodução/Redes sociais
Fazendeiro Antério Mânica, preso como mandante do crime conhecido como Chacina de Unaí
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Fazendeiro Antério Mânica, preso como mandante do crime conhecido como Chacina de Unaí

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Local da chacina de Unaí
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Local da chacina de Unaí

José Cruz/Agência Brasil
Protesto por conta da chacina de Unaí (MG)
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Protesto por conta da chacina de Unaí (MG)

Wilson Dias/Agência Brasil

Além de Antério, José Alberto de Castro, acusado de contratar os executores, acabou preso em Minas Gerais na quinta (14/9).

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A informação sobre a prisão de Antério foi divulgada pelo portal g1. O Metrópoles acionou a Polícia Federal, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Decisão do STJ

Na noite de terça-feira (12/9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o início do cumprimento provisório da pena de prisão dos réus condenados.

Essa prisão imediata dos condenados é possível após decisão de maio do ministro Alexandre de Moraes, que retirou trecho de um parecer da Quinta Turma que permitia que os condenados respondessem em liberdade.

O crime

Os auditores fiscais do Ministério do Trabalho Nelson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram assassinados em 28 de janeiro de 2004, quando fiscalizavam denúncias de trabalho escravo em fazendas da região.

O carro deles foi abordado por pistoleiros em uma estrada rural, e todos acabaram mortos à queima-roupa, sem chance de defesa.