ANA: Brasília e Rio seguem com carga viral de Covid elevada nos esgotos

Já em Fortaleza (CE), o coronavírus não foi detectado na semana de 12 a 18 de setembro, apontou um estudo feito pela agência

atualizado 30/09/2021 20:44

Igo Estrela/Metrópoles

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou um balanço, nesta quinta-feira (30/9), no qual mostra que Brasília (DF) e Rio de Janeiro apresentaram de forma constante cargas elevadas do novo coronavírus em seus esgotos. Por outro lado, Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Recife (PB) registram baixa incidência. Curitiba (PR) teve uma tendência de queda.

Os balanços, com dados até 18 de setembro, apontaram ainda que o Rio de Janeiro está no maior patamar entre as seis capitais. Enquanto Brasília teve “forte aumento” da carga do novo coronavírus, “o que resultou na primeira nota de alerta emitida pela Rede Monitoramento Covid Esgotos”, diz a nota. O boletim abrange a semana epidemiológica 37 (12 a 18 de setembro).

Quatro dos seis pontos acompanhados em Belo Horizonte apresentaram baixas concentrações do novo coronavírus. Esses pontos incluem o Aeroporto Internacional de BH, a rodoviária, shopping localizado em área de baixa renda (SHC-02) e lar de idosos. Já no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi registrada concentração alta (acima de 25 mil cópias por litro): 27,3 mil cópias por litro. No ponto monitorado em shopping center de alta renda, o novo coronavírus não foi detectado na semana epidemiológica.

Em Brasília, devido ao aumento de 75% entre as semanas 35 e 36, a Rede Monitoramento COVID Esgotos emitiu sua primeira nota de alerta. No entanto, na semana epidemiológica 37, a carga viral teve uma redução de 60% em relação à semana anterior, caindo para 389 bilhões de cópias do vírus por dia para cada 10 mil pessoas. Porém, mesmo assim, as regiões indicam o predomínio de altas concentrações do novo coronavírus (acima de 25 mil cópias por litro) em quase todos os pontos monitorados entre as semanas 34 e 37.

Na semana epidemiológica 36, na qual Brasília recebeu pessoas de fora do DF em função do feriado de 7 de Setembro, sete dos oito pontos de monitoramento indicaram aumento nas concentrações virais.

Em Curitiba foi registrada estabilidade na carga viral no esgoto. “Nas semanas epidemiológicas 35 a 37, em relação às semanas anteriores, foi verificada uma tendência de redução das concentrações do novo coronavírus nas sub-bacias acompanhadas nos bairros CIC-Xisto, Tarumã, Boqueirão e na Rodoferroviária de Curitiba”, diz a nota.

Em Fortaleza, nas semanas epidemiológicas 34 (de 22 a 28 de agosto) e 37 (12 a 18 de setembro), o novo coronavírus não foi detectado em nenhuma das três estações de tratamento de esgotos acompanhadas e que atendem a 65% da população da cidade.

“Na semana 37, a presença do vírus não foi detectada em 8 dos 10 pontos”, acrescenta.

Em Recife, os registros só ocorreram até a semana epidemiológica 36, quando a cidade anotou 1,3 bilhão de cópias por dia para cada 10 mil pessoas. “Entre as seis capitais acompanhadas, Recife e Fortaleza registraram as menores cargas das últimas semanas de monitoramento”, ressalta a agência.

Rio de Janeiro teve 646 bilhões de cópias por dia para cada 10 mil habitantes na semana 37. Segundo a ANA, a carga viral “segue elevada” e “está no maior patamar entre as seis capitais”.

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