>Um grupo de amigos de Corumbá (MS) composto por 98 pessoas registrou uma aposta única no valor de R$ 22.510,50 na Mega-Sena da Virada, concurso realizado anualmente pela Caixa Econômica Federal.
O líder do bolão, o fotógrafo Ademir de Almeida, de 33 anos, declarou que teve a ideia há mais de 10 anos, quando organizava uma aposta coletiva entre os colegas de trabalho de sua antiga empresa. Neste ano, o grupo investiu mais de R$ 90 mil em apostas.
Na entrevista concedida ao G1, ele explicou que a iniciativa tem a ver com aumentar as chances de ganhar, pela maior quantidade de jogos registrados. Caso qualquer uma das 98 pessoas vença, o prêmio será dividido igualmente entre todos os participantes.
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1 de 14Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Em novembro de 2021, Altair Igreja, vencedor da Mega em 2001, teve a prisão decretada pela Justiça de Santa Catarina após atrasar a pensão alimentícia da filha. A dívida somava R$ 160 mil
Divulgação
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Altair Igreja teve que dividir a bolada de R$ 27 milhões com um funcionário após batalha judicial que durou 7 anos. O trabalhador alegava ter indicado os números vencedores para o patrão
Agência Brasil
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Uma costureira de São Paulo perdeu a metade do prêmio de R$ 162,2 milhões da Mega da Virada 2020 por não ter resgatado a bolada no prazo limite de 90 dias. A Justiça determinou que o dinheiro fosse repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)
Agência Brasil
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Miguel Ferreira foi morto em 2018, 7 anos após ganhar R$ 39 milhões na Mega. Ele se mudou de São Paulo para o Ceará, em busca de uma vida mais tranquila. O principal suspeito foi encontrado morto em 2020
Reprodução/Facebook
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Em 2010, um grupo de 40 pessoas do Rio Grande do Sul acreditava ter ganhado uma bolada de R$ 53 milhões na Mega. Porém, as cotas do bolão nunca foram registradas. Eles entraram na Justiça, mas a indenização por danos morais foi negada
Agência Brasil
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Francisco Serafim foi acusado, em 2010, de planejar a morte do próprio filho. A vítima ganhou R$ 29 milhões na Mega, em 2006, e teria dado o dinheiro para o pai administrá-lo. Dois anos depois, recusou-se a devolvê-lo. Os dois acabaram fazendo um acordo na Justiça
Reprodução/TV Globo
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Em 2007, Altair Aparecido era recém-milionário da Mega quando foi morto durante um assalto em São Paulo. A vítima tinha rachado prêmio de R$ 16 milhões em bolão com outros 15 amigos
Agência Brasil
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Um carioca ganhou R$ 100 milhões na Mega e confiou no amigo para ajudá-lo a administrar a quantia, em 2017. Dois anos depois, André Luiz Lobo foi apontado como autor do desvio de dinheiro e bens do milionário. O caso foi parar na Justiça
Reprodução/TV Globo
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Cerca de 4 meses após retirar prêmio de R$ 1,4 milhão, um casal desapareceu em Mato Grosso, em 2010. Raimundo Nonato e Liliane Gois foram assassinados. Os suspeitos teriam obrigado os dois a revelar a senha da conta do banco
Agência Brasil
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Em 2021, um grupo de pessoas foi condenado à prisão por forjar, com a ajuda de um gerente da CEF, um bilhete premiado da Mega-Sena no Tocantins. A bolada foi de R$ 73 milhões na época, em 2013
Agência Brasil
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Renné Senna ganhou a Mega em 2005. Dois anos depois, acabou morto no Rio de Janeiro e a viúva foi considerada a principal suspeita. Em novembro de 2021, a Justiça determinou que metade do prêmio, de R$ 43 milhões, fosse entregue para a filha da vítima
Divulgação
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Um casal do Rio Grande do Sul recorreu à Justiça, sem sucesso, para tentar levar o prêmio de R$ 29 milhões da Mega em 2014. Disseram ter deixado o bilhete cair na máquina de lavar, o que teria danificado o papel
Agência Brasil
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O agricultor Osmar Malavazi entrou na Justiça em 2019 para reaver o prêmio de R$ 290 milhões. Segundo o homem, os números escolhidos não foram registrados pela lotérica. A atendente teria feito dois registros repetidos e deixado de fora o terceiro bilhete sorteado
Reprodução/Umuarama News
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“Sempre participei de sorteios. Em 2011, descobri que poderia apostar vários números em um único bilhete. Como não tinha condição de ter um cota, comecei a anunciar que estava atrás de participantes e, em 20 dias, tinha quase 100 pessoas no bolão”. destacou.
O grupo ganhou mais de R$ 1,4 milhão em prêmios em sorteios desde 2011. Em 2019, na Quina de São João, a turma de Ademir lucrou R$ 1,1 milhão, o que totalizou R$11 mil para cada participante. Para este ano, porém, a expectativa é ainda mais alta.
“Temos um bolão anual, jogamos sempre 15 números, o que totaliza a aposta máxima de R$ 22.510,50, temos muita chance de conseguir. Pela minha experiência em apostas, chuto que teremos sete ganhadores, o que dá R$ 50 milhões para cada”, disse.
Apesar de ser integrado por amigos de mais de uma década, o bolão possui regras e uma espécie de contrato próprio para evitar desentendimentos.
“O contrato tem como objetivo dar mais credibilidade para o bolão, além de deixar claro para os participantes as cotas e valores, não queremos criar mal entendido. Desde o começo estipulei as regras, para não ter bagunça”, destacou.
As apostas para a Mega da Virada podem ser feitas nas casas lotéricas de todo o país, no aplicativo Loterias Caixa ou no site oficial do banco na internet (com valor mínimo de R$ 30), até as 17h do dia 31 de dezembro.
O sorteio será realizado a partir das 20h e transmitido ao vivo pela Caixa no YouTube. Os resultados também serão divulgados nas redes sociais do banco público.