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Eleições 2026Brasil

Alcolumbre tem cenário desafiador no Amapá em meio a desgastes em Brasília

Alcolumbre pode ver base no próprio Estado ser derrotada e oposição aposta em fragilização dele para eleições à presidência do Senado

22/09/2026 04:30
Alcolumbre tem cenário desafiador no Amapá em meio a desgastes em Brasília
Alcolumbre tem cenário desafiador no Amapá em meio a desgastes em Brasília

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que está na mira da oposição nas últimas semanas por causa da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), vive um cenário de igual tensionamento nas eleições do Amapá e pode ver adversários derrubarem aliados nas urnas este ano, fragilizando sua posição política para 2027.

De um lado, o senador amapaense passou a ser alvo de críticas mais intensas e explícitas da oposição, e chegou a trocar farpas publicamente com o colega e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por não dar sequência ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes por envolvimento no caso Master.

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Conhecido por “submergir” em momentos de estresse, o presidente do Senado passou a não atender mensagens e ligações de colegas cobrando um posicionamento e aproveitou a incidência da campanha eleitoral e um Congresso esvaziado para tentar atenuar o clima e não fazer aparições públicas.

No entanto, a oposição decidiu levar a crise até o Amapá, quando o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um ato em Macapá no dia 13 de setembro. No local, o parlamentar fez críticas a Alcolumbre e falou contra quem se acha “dono do Amapá”. O ato aumentou a pressão sobre o senador no seu berço político em meio a uma eleição difícil.

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Lula intensificou diálogo com Alcolumbre para destravar PEC da escala 6x1 antes das eleições
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Disputa no Amapá

O grupo adversário de Alcolumbre no estado está à frente nas pesquisas de intenção de voto tanto para o governo quanto para o Senado. A principal figura, o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), tem 62% contra 31% do atual governador Clécio Luís (União Brasil), segundo a pesquisa Real Time Big Data de 8 de setembro.

Para o Senado, o levantamento mostra a ex-primeira-dama da capital e esposa de Furlan, Rayssa (Podemos) na liderança, com 33% dos votos. Depois pontua o atual líder do governo no Congresso e aliado de Alcolumbre, Randolfe Rodrigues (PT), com 20%. Em terceiro está Lucas Barreto (PSD), com 14%.


Resultado pode impactar poder de Alcolumbre

  • Uma vitória de Furlan pode tirar de Alcolumbre o controle do governo estadual e abrir espaço para um novo grupo de poder no Amapá.
  • A disputa pelo Senado também ameaça a atual configuração da bancada amapaense, com Rayssa Furlan e Lucas Barreto no grupo adversário.
  • O resultado para a Câmara pode alterar o tamanho da bancada de aliados do presidente do Congresso.
  • Tentando conter o avanço da oposição, Davi Alcolumbre tem explorado as pesquisas sobre petróleo na Foz do Amazonas.
  • Ele também tem se reconectado com o presidente Lula para ampliar a base de Clécio.

Ser derrotado nestas eleições é um fator que os bolsonaristas contabilizam para fragilizar a posição de Alcolumbre para a eleição ao comando da Casa em 2027. O PL busca, como mostrado pelo Metrópoles, fazer uma bancada de 28 senadores a fim de ter força suficiente para mudar o rumo da reeleição de Alcolumbre, que se elegeu com apoio do partido em 2025.