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Brasil

Alcolumbre não irá a evento de Lula que sancionará PL de sua autoria

Presidente do Senado está com a relação estremecida com o presidente Lula desde a indicação de Jorge Messias ao STF, em novembro

04/08/2026 16:58, atualizado 04/08/2026 17:24
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula, presidente do Senado, Davi Alcolumbre e ministros de Estado participam da abertura oficial da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios - Metrópoles 2

O presidente do Congresso e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não vai comparecer ao evento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (4/8) que vai sancionar um projeto de lei (PL) de sua autoria. O convite havia sido feito ao amapaense, que está em Brasília (DF).

Alcolumbre e Lula estão com a relação estremecida desde que o petista indicou o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro de 2025. Naquela época, o preferido do senador era o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Em abril, a relação piorou ainda mais quando os senadores rejeitaram Messias como ministro do STF em uma derrota histórica para Lula. Desde o episódio, os dois não se encontraram para conversar. 

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O projeto que será sancionado por Lula e é de autoria de Alcolumbre limita a apresentação de ações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao criar critérios para admissão de recursos especiais. Em resumo, o projeto delimita quais exigências de relevância serão aplicadas para que a Corte faça as análises.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está confirmado no evento.

A última vez que Alcolumbre foi ao Planalto neste ano foi na posse do atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, em 14 de abril. Naquele mesmo mês, no dia 29, o Senado rejeitou Messias para o STF.

Desde então, políticos aliados de Lula e do presidente do Senado atuam para fazer ambos se encontrarem e voltarem a ter uma relação próxima, mas até o momento, a trinca na relação permanece.