Alckmin usa meia vermelha e se refere ao PT como “nosso”

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) discursou no evento que comemora os 46 anos do PT, em Salvador (BA)

atualizado

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Salvador – O Partido dos Trabalhadores (PT) comemora, neste sábado (7/2), os 46 anos da sigla com um evento em Salvador (BA). De meia vermelha, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do PSB, foi uma das autoridades presentes.

Alckmin fez um breve discurso para os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes de iniciar a fala, o ministro saudou autoridades que estavam no palco e, ao se referir ao presidente do PT, Edinho Silva, ele o chamou de “nosso presidente”.

“Nosso presidente, o Edinho”, disse Alckmin.

O vice de Lula é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

A meia vermelha do ministro foi revelada após uma brincadeira  do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT): “Posso contar um segredo seu?”.

Logo na sequência, o vice-presidente sorri e mostra que está usando uma meia vermelha (foto em destaque).

“Qaurenta e seis anos é uma bela história, e a história não é escrita por decreto. A história se faz no pulsar das ruas, no brilho dos olhos, na mão calejada. O PT não nasceu do alto, nasceu do pov, da voz e da luta do povo Uma árvore cresce pela raiz, é um partido identificado com a liberdade, a justiça e fico feliz, presidente, de participar hoje aqui. O Brasil tem em Lula um líder. Um líder. E o mundo tem acompanhado, presidente, sua luta com firmeza em defesa da justiça e em defesa da paz”, disse Alckmin.

Em tom eleitoral, o vice-presidente afirmou que “o Brasil não vai andar para trás”. “O que anda para trás é carangueijo. Nós vamos para frente. Lula presidente!”.

Futuro de Alckmin

O futuro político de Alckmin ainda está indefinido. Isso porque a escolha do nome que vai ocupar a vice-presidência na chapa Lula 4 envolve negociações com partidos do centro e da base aliada. Na última quinta-feira (5/2), Lula sinalizou que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), são nomes fortes para montagem de palanque em São Paulo. O estado é o maior colégio eleitoral do país.

A fala ampliou a disputa pela vaga de número dois do Planalto. A cadeira também é almejada por outros partidos, como o MDB. Uma ala do PT defende a busca de uma aliança com a sigla, mas avalia que, hoje, a maioria dos emedebistas é contrária à costura.

Mesmo assim, petistas ponderam que o cenário pode mudar caso Lula mantenha o favoritismo nas pesquisas. Nesse contexto, nomes como o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), passaram a ser citados nos bastidores.

Dentro do PT, há divergências. Parte da direção defende a permanência de Alckmin como vice. O PSB, por sua vez, trabalha para manter a vaga. Integrantes do partido ouvidos pelo Metrópoles apostam que uma aliança com o MDB não deve avançar e citam a lealdade e o desempenho de Alckmin no governo, especialmente nas negociações envolvendo o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

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