Advogado de Bolsonaro foi acusado de ajudar seita suspeita de matar menino

Segundo publicação do Jornal do Brasil, de 1992, Frederick Wassef teria abrigado um dos responsáveis pelo assassinato da criança

TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 18/06/2020 14:17

O advogado Frederick Wassef, que hospedou Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, tem um passado sombrio. Segundo uma publicação do Jornal do Brasil, de 1992, Wassef foi acusado de integrar uma seita secreta suspeita pela morte de uma criança de 8 anos.

Identificado como Leandro Bossi, o menino desapareceu em 15 de fevereiro de 1992. De acordo com as investigações, foi encontrada uma fita de vídeo onde um homem ordenava que a mulher matasse “uma criancinha”. As imagens foram feitas quatro dias antes da morte.

O homem no vídeo era o argentino José Teruggi, que se autointitulava bruxo. Quando fez as gravações, ele alega ter sido incorporado por um espírito. Ele, então, teria pedido que a esposa, Valentina de Andrade, assassinasse uma criança.

Com isso, a polícia pediu a prisão temporária do casal e também de Frederick Wassef. O atual advogado de Bolsonaro, segundo o inquérito, fazia parte da seita e, ainda, abrigou Valentina no sítio em Atibaia, no qual Queiroz foi preso nesta manhã.

Frederick Wassef, mais conhecido como Fred Wassef, é advogado do presidente Jair Bolsonaro no caso Adélio Bispo, referente ao atentado à faca contra o presidente, e de Flávio Bolsonaro no esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

0

Últimas notícias