Advogada argentina é indiciada por gestos racistas em bar do Rio

Influenciadora e advogada argentina Agostina Páez foi indiciada por injúria preconceituosa racial após discussão com funcionários em Ipanema

atualizado

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A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi indiciada, nessa quinta-feira (22/1), por injúria preconceituosa racial pela 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha). Ela é acusada de fazer gestos racistas, imitando macacos, e de proferir xingamentos contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. Outra argentina, amiga de Agostina, também foi indiciada por falso testemunho.

“Durante o trabalho investigativo, a equipe policial realizou diversas diligências com rigor e tecnicidade. Testemunhas foram ouvidas, imagens analisadas e demais elementos probatórios que corroboraram na versão apresentada pela vítima. A autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes da prática do crime e destacou que as expressões utilizadas extrapolam qualquer contexto de discussão ou desentendimento, atingindo diretamente a vítima ao proferir as ofensas de forma pejorativa e discriminatória”, disse a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).

O caso ocorreu em 14 de janeiro, após uma discussão entre a turista e o gerente do estabelecimento. Segundo a PCERJ, o desentendimento teria começado por causa de um suposto erro no pagamento da conta.

De acordo com o registro policial, o gerente foi verificar as imagens das câmeras de segurança e pediu que Agostina permanecesse no local até que a situação fosse esclarecida. Nesse momento, ainda segundo a polícia, a argentina passou a proferir ofensas de cunho discriminatório.

Vídeo mostra advogada argentina fazendo gestos racistas

As atitudes da suspeita foram gravadas pela vítima, que posteriormente procurou a 11ª DP (Rocinha) para relatar o ocorrido. O gerente afirmou que a turista teria apontado o dedo na direção dele e feito xingamentos com referência racial, incluindo a palavra “mono”, que significa macaco em espanhol. Vídeo mostra o ocorrido:

 

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Em depoimento à polícia, Agostina Páez alegou que fazia apenas “uma brincadeira” com amigas e disse não saber que os gestos e as palavras utilizadas configuravam crime no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a influenciadora fazendo os gestos enquanto é repreendida por pessoas que a acompanham.

No último sábado (17/1), a Justiça determinou a apreensão do passaporte da suspeita. No entanto, como ela teria entrado no Brasil apenas com documento de identidade, a medida não foi cumprida. Ainda assim, foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica.

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