Adolescente tem dedos decepados após fazer sinais de facção no RS
Quatro suspeitos que deceparam os dedos da adolescente foram presos, sendo um em flagrante e três em prisão temporária
atualizado
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Uma adolescente, de 17 anos, foi torturada, mantida em cárcere privado e teve os dedos de ambas as mãos decepados em Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), criminosos integrantes de facção cometeram o crime após ela postar uma foto fazendo sinais relacionados a uma organização criminosa rival.
A jovem sofreu a tortura no mês passado, no entanto, as ordens judiciais contra os suspeitos foram cumpridas na manhã desta quinta-feira (19/2). As ações policiais se concentraram na zona leste de Porto Alegre, sendo sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária.
O crime de tortura contra a adolescente ocorreu em 5 de janeiro, após ela ser sequestrada em via pública e mantida em cárcere privado pelos integrantes de facção. De acordo com a delegada Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a adolescente sofreu severas lesões corporais, com sequelas permanentes.
“Ela foi torturada, teve dedos de ambas as mãos cortados, sofreu agressões físicas e teve os cabelos arrancados. A motivação do crime ainda está sendo investigada, mas há indícios de que esteja relacionada à publicação de simbologia de organizações criminosas em rede social”, explicou a investigadora.
A delegada explicou que os dedos decepados, agressões e o cabelo arrancado serviriram como punição.
Tortura e tráfico de drogas
Na zona leste de Porto Alegre, agentes detiveram quatro suspeitos, sendo um em flagrante e três sob prisão temporária. O investigado detido no momento da operação, além do crime de tortura, foi indiciado por tráfico de drogas.
Um dos três outros investigados tinha uma condenação definitiva pelo crime de receptação. Na operação, foram apreendidos drogas e aparelho de telefone celular.
A Operação Vox mobilizou 50 policias civis, além de 20 viaturas.
Nas investigações, a PCRS contou com o intermédio da 2ª DPCA, em conjunto com a Divisão da Criança e Adolescente (Deca) e com o Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), além do apoio do Departamento de Polícia Metropolitana.








