ABI pede proteção a jornalista ameaçado por denunciar “Dia do Fogo”

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou aumento de 300% nos focos de incêndios na região de Novo Progresso

Victor Moriyama/Getty ImagesVictor Moriyama/Getty Images

atualizado 02/09/2019 9:43

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pediu em uma carta ao governador do Pará, Helder Barbalho, proteção para o jornalista Adécio Piran, editor do jornal Folha do Progresso. O profissional tem sofrido ameaças de produtores rurais após o veículo em que trabalha ter publicado uma matéria no último dia 5 de agosto sobre o “Dia do Fogo“, que mostrava intenção de fazendeiros em provocar queimadas na região de Novo Progresso, no sudoeste do estado.

De acordo com a entidade, Piran é alvo de ameaças em grupos de grupos de Whatsapp e de panfletos distribuídos na região. A ABI informa ainda que anunciantes do jornal também têm sido pressionados para inviabilizar economicamente a publicação.

Após tomar conhecimento do “Dia do Fogo”, o jornalista buscou informações com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o assunto. O órgão detectou um aumento considerável de incêndios no dia 10 de agosto. Foram 124 registros de focos de queimadas, o que representa um aumento de 300% em relação ao dia anterior. No dia 11, foram 203 pontos.

“Como se sabe, essa Liberdade é garantida como cláusula pétrea da nossa Constituição Cidadã de 1988, que o seu partido – MDB – através do trabalho de importantes lideranças políticas de então, ajudou a escrever. Nos seus 111 anos de existência, a ABI sempre marcou posição em favor do Estado Democrático de Direito e da Liberdade de Expressão, na qual se insere a Liberdade de Imprensa e o livre exercício da profissão pelos jornalistas”, disse em nota o presidente da ABI, Paulo Jeronimo de Sousa.

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