A reação da médica que se negou a atender bebê reborn “gripado”

Mulher no MT levou bebê reborn para a UPA, relatando que boneca estava com sintomas grupais, mas atendimento não foi realizado

atualizado

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Foto com cor. A relação emocional com os Bebês Reborn - Metrópoles
1 de 1 Foto com cor. A relação emocional com os Bebês Reborn - Metrópoles - Foto: Esra Bilgin/Anadolu Agency via Getty Images

Um “paciente” inusitado na noite de domingo (26/10) surpreendeu a médica Érika Baldo, especialista em atendimento infanto-juvenil e que estava de plantão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipase, em Várzea Grande (MT), região metropolitana de Cuiabá, naquele dia: um bebê reborn, ou seja, um boneco.

Perto do horário de deixar o trabalho, por volta das 18h50, a médica foi chamada para atender o caso de um suposto bebê que estaria com sintomas gripais. Ocorre que, ao encontrar o “paciente”, Erika descobriu que se tratava de um bebê reborn – tipo de boneco hiper-realista que imita bebês de verdade.

Ela chegou a ser avisada pela equipe de enfermagem que o “paciente” era um bebê reborn, mas custou a acreditar, e pensou se tratar de uma brincadeira dos colegas. Segundo a médica, a “mãe”, uma mulher na casa dos 20 anos, estava sentada no corredor de atendimento com o bebê no colo, embalado em uma coberta.

Ao falar com a mulher, não demorou para Erika entender a situação em que se encontrava. Ela então passou a explicar que não seria possível realizar o atendimento porque não havia registro civil nem cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) da “criança”.

“Aí, no momento, eu achei que elas [as enferimeiras] estavam brincando. Aí eu falei: ‘ah, não acredito. E elas [responderam]: ‘Juro, tem mesmo’. Aí eu fui lá ver e a hora que eu cheguei na frente da minha sala, realmente tinha uma menina segurando como se fosse um bebê todo empacotado, né? Todo cobertinho. Aí eu olhei pra ela e falei: ‘Oi, o que tá acontecendo?’, aí ela falou que o bebê estava ‘meio gripadinho’ e havia acabado de fazer cocô, mas já estava trocado”, relata a médica.

Para evitar uma escalada nos ânimos, a profissional preferiu explicar a ela que o bebê reborn não poderia ser atendido pelas instituições públicas de saúde.

“Eu fiquei bem em choque […] Eu falei que não tem como atender sem passar pela triagem, sem ter cartão SUS e sem ter CPF, né?”, contou.

Erika explicou que a jovem estava acompanhada da mãe, que estava gripada e aproveitou a ida à UPA para pedir que o “bebê” também fosse consultado. Segundo a plantonista, além de carregar o bebê reborn, a mulher também estava com uma bolsa de maternidade com fraldas, roupa e bordado com as iniciais do bebê.

No momento, Erika inclusive pensou que poderia se tratar de um surto psiquiátrico, e cogitou encaminhar o caso para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mas, como era domingo, o estabelecimento não estava disponível para atendimento.

“Geralmente, esses casos, a gente fica com medo de ser caso psiquiátrico. Porque tem pacientes que têm surto de mania, de hipomania […] Ela poderia estar em algum tipo de surto”, afirmou.

Segundo Erika, depois de alguns minutos após a negativa de atendimento, a mulher foi embora, contrariada.

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