Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

"A Eletrobras não capitalizada é atraso", diz Moreira Franco

O ministro de Minas e Energia afirmou que Temer publicará, nesta quinta (12/4), decreto para incluir a estatal em plano de desestatização

11/04/2018 23:17
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“A Eletrobras não capitalizada é atraso”, diz Moreira Franco

O novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou nesta quarta-feira (11/4) acreditar que o Congresso Nacional “haverá de entender” a necessidade de privatização da Eletrobras. A declaração foi dada durante a cerimônia de transmissão de cargo, até então ocupado pelo deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE).

O evento contou com a participação de outros integrantes do primeiro escalão federal, como Eduardo Guardia (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança Pública) e Esteves Colnago (Planejamento). O Congresso analisa o projeto de lei sobre a privatização.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Segundo Moreira Franco, o presidente Michel Temer deverá publicar, já nesta quinta-feira (12/4), decreto que inclui a Eletrobras no Plano Nacional de Desestatização, uma pré-condição para o processo de abertura de capital da empresa para o setor privado.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“A Eletrobras não capitalizada é a manifestação do atraso, de problemas que se apresentarão no futuro e da negligência com o dinheiro dos brasileiros”, disse Moreira Franco, em discurso para uma plateia composta também pelo novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, e pelo próprio presidente do grupo Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior. Também estavam presentes dezenas de funcionários do ministério e de associações e empresas dos setores de óleo e gás, mineral e elétrico.

Moreira Franco disse que recebeu a missão de Temer para dar continuidade à atual política econômica, focada em valores como previsibilidade e segurança jurídica. Além disso, ele prometeu avançar na aprovação dos marcos legais do setor elétrico e também da mineração, que tramitam no Congresso Nacional.