O poder dos mantras

Os místicos e os iogues dizem que a prática acompanha o meditador mesmo depois da morte, iluminando o caminho no reino

atualizado 26/06/2018 0:19

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Dizem que para quem entende e aplica o princípio da vibração, nunca lhe faltará nada. Tudo o que há é feito de uma frequência vibratória em particular.

Ao estimularmos uma vibração da qual desejamos experimentar, estaremos criando uma ressonância através da qual a experiência desejada se manifestará em nossas vidas. É exatamente o que acontece com os mantras.

Segundo o site yoga international, um mantra é uma palavra revelada, um som divino que foi recebido ou experimentado por um adepto no estado de profundo samadhi (absorção espiritual). É uma forma condensada de energia espiritual, o corpo sadio do Ser Divino.

Também pode ser pensado como uma oração compacta. As escrituras iogues frequentemente comparam o mantra a um barco ou a uma ponte que um aspirante pode tomar para atravessar a lama da ilusão criada pelo mundo externo e atingir o centro da consciência interior.

Os místicos e os iogues dizem que o mantra é um amigo eterno que acompanha o meditador mesmo depois da morte, iluminando o caminho no reino onde a luz do sol e da lua não pode penetrar. O ramo da metafísica conhecido como Spanda, a ciência da eterna vibração, sustenta que toda a criação evolui da palavra.

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Aqui “palavra” não se refere à fala proferida por uma voz humana ou ao som audível produzido quando dois objetos se chocam. A palavra é anahata nada, o som não tocado, que vibra eternamente no reino da consciência pura.

É a palavra que existia antes do começo da criação. O poder do mantra não é limitado pelo tempo, espaço ou causalidade, pois o mantra é uma realidade autoexistente, autoluminosa, que pode ser ouvida por todos que têm ouvidos para ouvir.

Mas o mantra transcende o som, pois, segundo as escrituras, são vistos pelos olhos da alma, em vez de ouvidos pelos ouvidos. Um abençoado com a visão do mantra é um rishi (vidente). Mantras são ferramentas poderosas não só para atrair o que se espera, mas também como uma forma de meditação.

Algumas pessoas preferem meditar repetindo mantras, pois assim satura-se a mente, esvaziando-a. A ideia é repetir 108 vezes, ou seja, uma japamala.

Ao repetir um mantra, o buscador deve fazê-lo com um certo prazer e não repetir de forma rápida e de qualquer jeito para acabar logo. A entoação de mantras deve ser com fé e devoção.

Entre os mantras que mais gosto, tem o de Ganesha, o deus do intelecto, sabedoria e da fortuna para a cultura Hindu. Repetir o mantra de Ganesha – Om Gam Ganapataye Namaha -, traz prosperidade e remove obstáculos.

O mantra para Shiva também é poderoso e repetir Om Namah Shivaya atrai vibrações de paz, amor e harmonia, cria alegria, forma uma ponte de ligação com Shiva, entre outros. Para emponderamennto pessoal, sentimento de pertencimento e unicidade, o mantra So Hum é a melhor pedida e quer dizer “Eu Sou”.

Om Mani Padme Hum é um mantra que atrai sentimentos de compaixão. Hoje, para celebrar o início do inverno e o desenvolvimento do corpo mental, dei início a um shadana — 40 dias entoando o mesmo mantra-, para Hanuman, o deus macaco.

Seja pelos benefícios físicos, diminuição do stress, regulação de hormônios e dos batimentos cardíacos, aumento das ondas cerebrais positivas ou para afastar qualquer sensação de medo ou fobias, a verdade é que entoar mantras é uma delícia. Que tal começar?

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