Páprica Burger é uma sacada diferente e inteligente

O hambúguer mais saboroso é o Veggie. O recheio é composto por cogumelos Portobelo grelhados e gratinados com queijo minas meia cura

atualizado 10/02/2017 9:39

Guilherno Jorge White/Divulgação

Em vez de uma loja de conveniência no posto de gasolina, uma hamburgueria. O Páprica nasce com esta bela sacada. Aproveitar um espaço onde há certo fluxo de carros e oferecer um cardápio simples, com poucas opções, para que o cliente não se perca na escolha e os seis funcionários da cozinha se concentrem e produzam bons hambúrgueres.  Tudo isso embalado com ambiente leve e música ambiente alto astral.

No cardápio, três tipos de hambúgueres: Veggie, Páprica e Blue – sendo que os dois últimos podem ser servidos em pão ou em folhas de alface americana (uma versão mais light).

Há também quatro milk shakes (churros, cheesecake de morango, chocolate e framboesa com limão siciliano – R$ 22 cada um) e dois tipos de snacks — batatas fritas (R$ 10) e chips de mix de raízes (mandioca, batata baroa, batata Asterix, beterraba, batata doce e cenoura temperados com páprica doce, a R$ 12).

O melhor é o Veggie
Foi fácil zerar o cardápio. O hambúguer mais saboroso é o Veggie (R$ 24). O recheio é composto por cogumelos Portobelo grelhados e gratinados com queijo minas meia cura e berinjela empanada.  Tudo bem temperadinho e com sabor marcante, ainda mais quando você dá uma mordida completa. Aí, sente a combinação saborosa com o chutney de cebola, tomate fresco e as minifolhas.

Tanto o Páprica burger quando o Blue burger são feitos com blend de Black Angus, carne magra com uma gordura especial, que derrete quando vai ao fogo. Ambos fizeram sucesso nas minhas papilas gustativas. Mas o primeiro estava mais suculento, já que mantinha os “sucos”  próprios da carne.

Ponto para os pães dos três hambúrgueres. Cada um diferente do outro: um com gergelim preto, outro feito de batata e um com brioche. Os pães estavam macios, frescos e absorviam muito bem os molhos e o caldo que saía da carne.

De snacks, as batatas vieram quentinhas, sequinhas de óleo e ainda com ervas crocantes por cima. Já o mix de raízes estava gostoso,, porém já frio e bastante quebrado. Dei azar, pois o do meu vizinho veio com as lâminas inteiras. Acho que peguei aquela leva final, meio raspa de tacho.

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Modelo econômico
Não há garçons no Páprica. Você entra na fila, faz seu pedido e é anunciado minutos depois por um microfone. São seis pessoas na pequena cozinha, um caixa e um gerente bastante atencioso. A medida reduz os custos trabalhistas para os empresários e salva os 10% do seu bolso.

A loja parece um contêiner, mas não é. As chapas de ferro forram as paredes e dão um ar industrial, assim como todos os objetos de decoração, incluindo cadeiras e mesas.  A extensão da loja, onde se encontram o caixa e a cozinha aberta, foi instalado um deck de madeira cercado por cachepôs de ervas. A música que rola por lá é bem boa, dando um clima alto astral para o ambiente.

Iluminárias baixas demais
Um aspecto desagradável é a iluminação. Os pendentes, muito usados em locais com este tipo de proposta, estão baixos demais, o que faz com que a luz estoure um pouco no rosto e incomode o papo na mesa.

Duas observações importantes que podem passar despercebidas pelos clientes, mas são definitivamente importantes. A qualidade do guardanapo. O papel é mais grosso. Claro que é mais caro do que o convencional, mas é mais apropriado para se lambuzar sem medo de ser feliz ao comer seu burguer.

O outro é o site. Apesar de não ter os preços por lá, o ambiente virtual é fácil e gostoso de navegar. Definitivamente, um site com informações faz toda diferença para os consumidores.

Cortês sim; omissa, não.

DEVO IR?
Sim. Você pode encontrar filas.

PONTO ALTO
O hambúrguer vegetariano.

PONTO FRACO
Iluminação desconfortável.

Páprica Burger (Eixinho L, 204 Norte, dentro do Posto Ipiranga).

               

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