Brasília tem um quartel-general da Guinness. E você está convocado!

O Santuário tem até permissão para criar o Clube do Pint. O cervejeiro que consegue completar a cartela com 30 chopes consumidos ganha um kit com brindes da Guinness. O clube é restrito, claro, e as primeiras 30 vagas já foram preenchidas

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Guinness
1 de 1 Guinness - Foto: istock

Tudo começa com uma cascata de espuma que enche o copo inclinado até a metade. Depois, o chope precisa descansar por alguns minutos enquanto o líquido escuro ocupa tranquilamente o lugar do creme. Calma, cliente agoniado, muita calma nessa hora. Por fim, o “pint” é completado e pode até ganhar um desenho de trevo no topo.

Estamos falando da Guinness, dry stout irlandesa que arrasta uma legião de fãs pelo mundo. E, se todo Santuário que se preze é local de adoração, saiba que o bar brasiliense que leva esse nome acaba de se tornar quartel-general da Guinness em Brasília.

Nós já vimos bebedores ficarem ofendidos quando escutam alguém falar mal da Guinness. Já vimos também tatuagem com o símbolo da cerveja em braços rockabillies e conhecemos gente que bebe, pelo menos, um pint da Stout por dia. De fato, muitas pessoas nutrem uma relação afetiva com a cerveja e, quando sentam em um pub, pedem pelo trevo antes de pensar em olhar o cardápio.

Quem diria que uma cerveja irlandesa fabricada há mais de dois séculos se tornaria uma das mais adoradas do mundo? Quando olhamos a receita, confirmamos que não há segredos: uma dry stout normal, mas com um tostado característico de cevada não maltada (mais comum em Irish Red Ales). Já a espuma é sim diferentona, obra de uma mistura particular de nitrogênio e gás carbônico. Hoje, a Guinness está em 120 países mundo afora. Mesmo com essa distribuição heróica, não é tão fácil encontrar chope Guinness no Brasil.

Existe apenas um distribuidor credenciado a vender em todo o país, e o barril custa muito caro para algumas cidades. “Eu sempre gostei de Guinness e sentia falta do chope em Brasília. Quando abrimos o Santuário, em 2014, não foi nada fácil manter uma torneira de Guinness sempre ativa”, conta Rodrigo Baquero, sócio do bar Santuário, na 214 Norte.

A boa notícia é que depois de gastar muita saliva com os poderosos da Guinness, mostrar que no Santuário existe um público cativo e habilidade para servir como manda a cartilha irlandesa, o bar ganhou o título de quartel-general da cervejaria. Hoje, a décima-segunda torneira tem barril cativo, ou seja: você sempre irá encontrar o chope Guinness saindo do bico.

Por causa da nova patente, o Santuário recebeu permissão para criar o Clube do Pint – um desafio para poucos. O cervejeiro que consegue completar a cartela com 30 chopes consumidos (uma deliciosa tarefa, diga-se de passagem) ganha um kit com brindes maneiros da Guinness. O clube é restrito, claro, e as primeiras trinta vagas já foram preenchidas (alô, alô, estamos aguardando uma nova chamada para o alistamento!)

Não sei se você sentiu o chamado, mas agora é pessoal – talvez seja o momento de colocar uma boina, chegar pedindo para ouvir “Flogging Molly” e comandar um “a pint of plain”. Cheers!

Santuário – Casa de Cerveja
214 Norte, Bloco D, 3039-5667. Facebook

*André Vasquez e Marina Cavechia são sócios e curadores do clube de cerveja por assinatura Ohmybeer.com.br.

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