Militantes do Talibã abrem fogo em universidade no Paquistão e matam 20 pessoas

O tiroteio ocorreu na área administrativa da instituição e também nos quartos dos estudantes. De acordo com exército do país, os soldados mataram 4 terroristas

atualizado

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MOHAMMAD SAJJAD/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
ATENTADO NO PAQUISTÃO
1 de 1 ATENTADO NO PAQUISTÃO - Foto: MOHAMMAD SAJJAD/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Um grupo de homens armados do Talibã invadiram a Universidade Bacha Khan em Charsadda no noroeste do Paquistão nesta quarta-feira e abriram fogo contra estudantes e professores em salas de aula. O Movimento dos Talibãs Paquistaneses (TTP) reivindicou o ataque, que deixou ao menos 20 mortos e mais de 60 feridos, segundo informou autoridades.

O ataque começou por volta das 9h30 locais (2h30 de Brasília). Segundo o oficial da polícia Saeed Khan Wazir, os atiradores entraram no complexo universitário subindo pelas paredes e atirando em um segurança que estava de costas antes deles entrarem para o edifício onde ficam a administração da universidade e os quartos dos estudantes.

O governo e forças de segurança da polícia retomaram o controle da universidade, que fica a 130 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad, depois de um longo confronto com os militantes. Segundo o porta-voz do exército, Asim Bajwa, os soldados mataram quatro terroristas.

“O ataque Exército Escola Pública foi um aviso, que não deram atenção. Vamos continuar os nossos ataques”, disse o líder da facção do Taleban paquistanês, Umar Mansoor Khalifa, em telefonema à Associated Press. “Essas faculdades, universidades e escolas facilitam a ação do governo”, acrescentou o líder, afirmando que quatro homens participaram do ataque.

Há pouco mais de um ano, o TTP matou mais de 130 alunos da Escola Pública Exército em Peshawar. Nos últimos dois anos, o Paquistão ampliou as operações contra o terrorismo, empreendendo campanhas nas áreas tribais no noroeste montanhoso do país.

Essas campanhas e uma ampla ofensiva contra o terrorismo em todo o país já reduziu drasticamente o número de ataques ao longo dos últimos 12 meses. Mas militantes do Taleban, que têm inúmeras facções, continuam a atacar, principalmente em alvos fáceis e muitas vezes com explosões de bombas.

A principal facção do Talibã paquistanês, que é liderada por Mullah Fazlullah, condenou o ataque e expressou sua “aversão”. “Nós consideramos estudantes e instituições não militares como construtores do futuro do nosso movimento jihadista, e consideram que é nosso dever protegê-los”, disse Muhammad Khurasani, porta-voz do grupo de Fazlullah, que apoiou o ataque à escola administrada pelo Exército em Peshawar, em Dezembro de 2014.

Pedido de ajuda
O exército do Afeganistão está lutando contra os militantes do Taleban na província de Helmand, ao sul do país, e está necessitando desesperadamente de reforços, disse o general Abdul Rahman Sarjang, chefe da polícia provincial, acrescentando que as tropas têm enfrentado também sérios desafios na capital de Helmand, Lashkar Gah.


Nossas forças estão exaustas e precisamos de reforços. Nós precisamos de novos soldados e da policiais porque nossos homens têm lutado diariamente nos últimos dois meses

Abdul Rahman Sarjang

A polícia afegã luta nas linhas de frente em todo o Afeganistão, muitas vezes sem os equipamentos de segurança do exército, o que significa alto índice de mortes.

Sarjang disse que estava em contato com as autoridades centrais em Cabul e que estava confiante que novo reforço seria implantado em breve.

A falta de coordenação entre o Exército e a polícia também prejudicou o progresso na luta, disse ele à Associated Press.

O Taleban tem feito ataques em sete distritos – Sangin, Gereshk, Khanashin, Musa Qala, Nawzad, Washer e Marjah – e pelo menos três distritos estão sob ameaça.

Helmand é uma região estratégica para o Taleban, uma vez que faz fronteira com o Paquistão. Além disso, na região cresce grandes quantidades de ópio, que é utilizado para produzir a maior parte da heroína do mundo. A colheita é de até US $ 3 bilhões por ano, e ajuda a financiar o terrorismo.

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