Argentina e Dinamarca confirmam primeiros casos de zika

Moradora de Buenos Aires fez viagem a Colômbia. O dinamarquês foi infectado após viajar pela América do Sul e Central

atualizado

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1 de 1 buenos aires - Foto: Pixabay

Uma moradora de Buenos Aires que viajou a Colômbia é o primeiro caso de zika vírus na Argentina. A informação foi divulgada na terça-feira (26/1), pelo Ministério da Saúde em seu boletim oficial de vigilância. O texto citou ainda três casos suspeitos com resultados negativos.

Não há registro de contágio ocorrido dentro da Argentina, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) preveja que isso ocorrerá no país, cujo sistema de saúde enfrenta uma epidemia de dengue. O mosquito Aedes aegypti é transmissor de ambas doenças e da febre chikungunya. Segundo a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), apenas Chile e Canadá, onde esse tipo de inseto não existe, poderão se livrar da doença – isso se não for comprovada a possibilidade de transmissão sexual, ainda em estudo.

O governo argentino recomendou cautela a cidadãos com viagem marcada para os 21 países com casos de contágio por zika. Há 2 milhões de argentinos de férias no Brasil, segundo a Casa Rosada Grávidas com o vírus podem ter bebês com alterações neurológicas e microcefalia. No Brasil, 3,5 mil casos estão sob suspeita.

A Colômbia, também atingida pela enfermidade, recomendou a casais que planejavam ter filhos evitar a gravidez até o mês de julho. Aconselhou ainda mulheres que vivem em lugares acima de 2 200 metros de altitude, onde não há presença do mosquito, a permanecerem nesses locais.

Alguns sintomas da zika são febre, erupção cutânea ou urticária, conjuntivite, dores musculares ou nas articulações. O mal-estar começa entre dois e sete dias após a picada de um mosquito infectado.

Europa
Um dinamarquês foi infectado pelo zika vírus após viajar pela América do Sul e Central, segundo informou o hospital Universitário Aarhus, na Dinamarca, em comunicado.

Segundo o hospital, o paciente deu entrada no centro médico com febre, dor de cabeça e dores musculares e foi diagnosticado com o zika vírus na terça-feira.

O hospital não informou mais detalhes sobre o paciente, mas disse que há pouco risco de propagação da doença na Dinamarca porque o mosquito que transporta o vírus – o Aedes Aegypti – não foi encontrado no país.

Romit Jain, do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças em Estocolmo, disse que houve casos de vírus zika confirmados na Alemanha e na Grã-Bretanha. Um outro caso também foi confirmado na Suécia no verão passado, disse Sarah Rohrbacher, da Agência de Saúde Pública da Suécia. Segundo ela, o paciente – uma mulher – tinha contraído o vírus quando viajava, acrescentando que não havia “nada grave sobre o caso”.

Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos deu início aos estudos sobre a possibilidade de uma vacina contra o zika vírus – que é suspeito de ter causado nascimento de bebês com microcefalia em países da América Latina. Ontem, Obama se reuniu com altos conselheiros da área da saúde para discutir sobre os estudos e pediu aceleração nos testes, diagnósticos e na difusão de informações.

“Isso não acontecerá do dia pra noite”, disse o diretor Anthony Fauci, do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), nesta terça-feira.

Os pesquisadores do NIH já deram início aos trabalhos iniciais, e a agência ainda pretende impulsionar o financiamento para cientistas brasileiros para acelerar as pesquisas relacionadas ao vírus.

Segundo Fauci, já existem vacinas em vários estágios de desenvolvimento de outros vírus da mesma família – como o da dengue, Nilo Ocidental e chikungunya – que oferecem um padrão para criar algo semelhante contra o Zika.

O presidente dos EUA, Barack Obama, se reuniu na terça-feira com altos conselheiros da área da saúde, incluindo Fauci, com a secretária de Saúde e Serviços Humanos, Sylvia Mathews Burwell, e o diretor do Centro de Controle de Doenças, Thomas Frieden.

A Casa Branca disse que Obama pediu para que eles acelerem a investigação sobre os testes de diagnóstico, vacinas e remédios, além de um trabalho para informar os norte-americanos sobre o vírus zika e maneiras de se proteger contra a infecção.

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