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Bob Dylan é o Prêmio Nobel de Literatura de 2016. O anúncio foi feito na sede da Academia Sueca, em Estocolmo, na manhã desta quinta-feira (13/10). O prêmio lhe foi entregue por “ter criado novas expressões poéticas na grande tradição da canção Americana”.

O compositor é o primeiro norte-americano a levar o Nobel desde Toni Morrison, em 1993. Desde alguns anos, ele era cotado nas casas de apostas entre os primeiros lugares, e neste ano não foi diferente.

“Ele é um grande poeta na tradição inglesa, ele incorpora a tradição e por 54 anos ele vem se reiventando, criando novas identidades”, disse a secretária permanente da Academia, Sara Danius, logo após o anúncio.

Ela citou o álbum Blonde on Blonde, de 1966, como “um exemplo do seu jeito brilhante de rimar e de suas imagens pictóricas”.

“Pode parecer uma decisão radical, mas se você olhar lá para trás, você descobre Homero, Safo, que escreviam poemas para serem ouvidos, cantados, é a mesma coisa com Bob Dylan. Ainda lemos Homero e Safo”, disse.

Histórico
Dylan nasceu no dia 24 de maio de 1941, em Duluth, Minnesota, e cresceu numa família judia de classe média na cidade de Hibbing. Quando adolescente, tocou em várias bandas e com o tempo seu interesse em música se aprofundou, com uma paixão particular pelo folk e pelo blues americano. Seu grande ídolo era o compositor Woody Guthrie, e ele também foi influenciado pelos primeiros poetas da geração Beat, bem como pelo modernismo.

Dylan se mudou para Nova York em 1961 e começou a tocar em clubes e cafés no Greenwich Village, famoso bairro boêmio da cidade. Ele conheceu o produtor John Hammond, com o qual assinou um contrato para seu primeiro álbum, Bob Dylan, de 1962. Nos anos seguintes, ele gravou uma série de álbuns que teve um impacto tremendo na música popular: Bringing It All Back Home e Highway 61 Revisited (1965), Blonde on Blonde (1966) até Blood On The Tracks (1975). Sua produtividade continuou nas décadas seguintes, com grandes discos como Oh Mercy (1989), Time Out Of Mind (1997) e Modern Times (2006).

O compositor escreveu e gravou numerosas canções que envolvem tópicos como as condições sociais do homem, religião, política e amor. As letras foram publicadas continuamente em novas edições. Como artista, ele se revelou versátil, sendo ativo como pintor, ator e roteirista.

Além de sua larga produção musical, Dylan publicou o trabalho experimental Tarantula (1971) e a coleção Writings and Drawings (1973). Ele escreveu a autobiografia Chronicles (2004), que detalha memórias dos anos em Nova York e provê visões da arte dele no centro da cultura popular. Desde os anos 1980, ele faz turnês regulares.

 

 

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