Primeira sessão competitiva do Festival de Brasília movimenta o Cine Brasília

Entre a fantasia e o terror, os filmes que abriram a mostra competitiva apresentaram diferentes visões sobre o mesmo tema

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Felipe Moraes/Metrópoles
1 de 1 Felipe Moraes/Metrópoles - Foto: null

Histórias sobre a infância e suas incertezas permearam os três primeiros filmes exibidos na mostra competitiva do 48° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na noite desta quarta (16/9), os curtas “Command Action” e “À Parte do Inferno” e o longa “A Família Dionti” transitaram por diferentes tonalidades.

Bastante aplaudido ao final da sessão, “A Família Dionti” parece ter conquistado o público com sua sensibilidade. A história se passa na zona rural mineira e ilustra sonhos e desilusões da infância por meio de dois garotos. O mais novo, Kelton, é encantado por histórias fantásticas. Esse interesse se intensifica quando ele conhece Sofia, uma nova colega da escola. Ela é de família circense e se enche de orgulho ao contar causos absurdos e mágicos sobre artistas do picadeiro.

Noite de fábulas

Alan Minas subiu ao palco para apresentar o longa da noite, “A Família Dionti” (RJ). “A gente construiu um universo de ficção dentro do sertão mineiro. Trouxe o sotaque das pessoas. Passamos seis meses ensaiando com os meninos. Encontrei muita força e riqueza naquele lugar, com baixíssimo orçamento”, contou o cineasta.

Ambientando numa feira popular, “Command Action” traz roteiro enxuto e narrativa conduzida pela esperta composição sonora. Um garoto simples deseja o robô que dá título ao filme, vendido numa das bancas. O alarido do lugar e a intensidade visual emprestada a passagens cotidianas entortam o realismo e impõem mistério às ações. “Foi rodado no interior de São Paulo por meio de um coletivo e de trabalho voluntário”, disse João Paulo Miranda Maria, diretor estreante no festival.

A infância ganha ar amedrontador em “À Parte do Inferno”. Num subúrbio de classe média, um garotinho vê uma vazamento colorir a parede atrás de seu guarda-roupa. A mancha cresce enquanto, lá fora, moradores de rua comportam-se como seres abduzidos: estáticos, eles encaram o portão da casa. A tensão social entre rua x residência abastece a trama.

Foto: Maíra de Deus Brito/Metrópoles

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comEntretenimento

Você quer ficar por dentro das notícias de entretenimento mais importantes e receber notificações em tempo real?